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MUSTANG

 


Foto: Região onde se originou a raça

O Mustang é um cavalo selvagem encontrado hoje no oeste dos Estados Unidos. The name Mustang comes from the Spanish word mesteño or monstenco meaning wild or stray. O nome vem do espanhol Mustang palavra mesteño significado selvagem ou extraviados. Originally these were Spanish horses or their descendants but over the years they became a mix of numerous breeds. Inicialmente, tratava - se cavalos espanhóis ou seus descendentes, mas com o passar dos anos tornaram - se uma mistura de numerosas raças. These were the horses which changed the lives of the Native Americans living in or near the Great Plains. Estes foram os cavalos que mudaram a vida dos nativos americanos vivem dentro ou perto da Great Plains. As European settlers came farther west they brought their horses with them.Colonos europeus chegaram mais longe, no oeste e trouxeram os seus cavalos com eles.


Foto: Índia e Mustang

Some were lost to Indian raids, others were freed as wild stallions tore down fences to add the tame mares tn his herd or tame horse escaped from settlers as the original horses had escaped from the Spanish. Alguns foram perdidos para os Índios que os assaltavam, outros foram libertados como garanhões selvagens. Draft breeding was among the horses which added to the Mustang herds. A reprodução de cavalos, foi aumentando os rebanhos de Mustang. Also the Indians bartered and captured horses between tribes, making the distribution more complete. Os índios permutando e capturando cavalos entre as tribos, tornando a distribuição mais completa.


Foto: Manada de Cavalos Mustang

Manadas de cavalos selvagens do Leste dos Estados Unidos, foram obrigados pela civilização ocidental a atravessarem o rio Mississipi, juntando-se aos rebanhos do Oeste. Outra raça que provavelmente contribuiu para o sangue do Mustang, é a velha – tipo East Friesian. For a period of over 10 years during the late 1800s and early 1900s about 150 stallions each year were purchased by the U.S. government from Germany. Durante um período de aproximadamente 10 anos durante o final dos anos 1800 e início dos 1900 aproximadamente 150 garanhões cada ano, foram comprados os E.U. pelo governo da Alemanha. The old-style East Friesian of that time was a heavy warmblood or coach horse and was purchased to pull artillery or heavy wagons. O velho estilo de East Friesian dessa vez foi adquirido para puxar artilharia pesada ou vagões. So wherever the US calvary was found in battles in the west these horses were found, and undoubtedly some escaped and added their blood to that of the American Mustang. Em algumas batalhas no oeste, alguns escaparam e assim acrescentaram seu sangue a raça de  Mustangs Americanos. As grandes manadas de cavalos selvagens, não representam apenas um problema exclusivo e particular ao oeste dos Estados Unidos. Logo. As terras áridas do oeste não poderiam apoiar uma grande população de animais ruminantes e, em algumas fazendas, tornou - se  prática a política de atirar Mustangs.
A população de Mustangs, no início do século XX era estimada em dois milhões de euros. Em 1926 a população havia sido reduzida a metade. A atual população varia mas chega a  quase 30000. Em 1971, o Congresso adotou a Free - Roaming Wild Horse e Burro lei que tinha como objetivo proteger estes animais, e dizia que: “O congresso verifica e declara que selvagens são livre, cavalos e burros são símbolos da vida histórica e pioneirismo do Ocidente, que contribuem para A diversidade das formas de vida no interior da Nação e enriquecer a vida do povo americano, e que estes cavalos e burros são rápido desaparecimento da cena americana”.
Tratava - se da política do Congresso onde os animais selvagens eram livres devendo ser protegidos de captação. O Ministério do Interior, através da Mesa do Land Management (BLM) e Ministério da Agricultura, através do Serviço Florestal, têm a responsabilidade de administrar esta lei.
Sob esta proteção a população de cavalos selvagens rapidamente cresceu durante a década de 1970 até o controle da sua população tornou - se uma das principais preocupações. Alterações feitas em 1976 e 1978 ao acordo original, abordaram o problema e a necessidade de eliminar os animais e destes serem removidos. As agências continuaram a trabalhar no sentido de uma gestão adequada, logo a remoção do excesso de animais foi necessária para atingir aqueles objetivos. O ato direcionava a remoção de todos os animais superiores "para restaurar um próspero equilíbrio ecológico natural para proteger o conjunto da população com mais de deterioração associadas".
O Adopt - A - Horse programa foi iniciado em 1973 nas  Montanhas de Montana foi uma forma “humana” para distribuir o excesso animais. Através deste programa o excesso de animais foi colocado à disposição do público a um custo de US $ 125 para cada cavalo e burro. Essa tendência deve obedecer a certos requisitos para fornecimento seguro de transporte e alojamento para os animais. Os animais continuam a ser propriedade do governo de um ano após a aprovação. No final do ano, era convidada a apresentar a declaração de um veterinário, extensão agente, ou outro funcionário, certificando que o animal teve bom atendimento. Após a aprovação do certificado de título emitido e o animal torna - se a propriedade do adotante pela forma da lei.



Os mustangs, exigem experientes manipuladores ou tratadores, em uma fazenda. Haja vista que em grande parte são produtos da seleção natural estes animais geralmente apresentam grande força e resistência. A maioria dos Mustangs são cavalos da luz. Cavalos de um projeto de conformação são mantidos em gamas separadas. Nos últimos anos alguns pequenos rebanhos foram encontrados em áreas muito isoladas, através De teste sanguíneo de ser fortemente descendentes de reprodutores espanhóis. Entre estes estão os Kiger e Cerat Mustang.
 
 
Fonte: Hendricks, Bonnie L., International Encyclopédia de Horse Breeds, Univ de Oklahoma Press, 1995.  /  Mason, IL 1996. A World Dicionário de Livestock Breeds, Tipos e Variedades. Fourth Edition. CAB International. 273 págs.
Tradução e Edição: Antonieta Monteiro – Jornalismo – Cavalomania. 

 

Diferença entre jumento, mula, burro, jegue e asno


Jumento, asno e jegue, são nomes regionais diferentes dados para exatamente o mesmo animal: o Equus asinus, uma espécie de "parente" do cavalo, vale ressaltar que jegue, é uma adaptação de Jack, uma das palavras para asno, em inglês.
O jumento é famoso por sua grande resistência e pode ser encontrado em praticamente todo o planeta, exceto em regiões mais frias. Desde o início das civilizações, ele vem sendo usado como animal de carga, sela e tração, sendo muito útil para trabalhos pesados no campo. Têm em média, 1,30 metro de altura e chega a pesar 400 quilos.
Mula e burro, por sua vez, são um outro animal, formado a partir do cruzamento entre um jumento e uma égua. Quando o filhote desse acasalamento é uma fêmea, ela é chamada de mula; quando nasce um macho, ele é popularmente chamado de burro. Independentemente do sexo, esse animal é fisicamente mais parecido com a mãe, ou seja, uma égua, mas consegue herdar do jumento a força e a resistência.
Graças a seu formidável equilíbrio, a mula (ou burro) consegue andar por caminhos íngremes nas montanhas, sendo muito útil como animal de carga. "Os burros e as mulas têm como característica principal a forte 'personalidade'. São animais que exigem muita perseverança e um trabalho específico para serem domados".

 

Crias dos cruzamentos entre Equus caballus e
Equus asinus são sempre inférteis




Equus caballus = cavalo (macho) ou égua (fêmea)
Equus asinus = jumento (macho) ou jumenta (fêmea)*

Jumento + égua = burro (macho) ou mula (fêmea)
Cavalo + jumenta = bardoto (macho ou fêmea)
*asno e jegue são outros nomes para o jumento

Quem é quem:

Ambos são usados como animais de carga, mas a mula é maior que o jumento.

Orelhas: Uma das principais diferenças entre a mula/burro e o jumento é o tamanho das orelhas. As dos jumentos são bem maiores.



Porte: Mulas e burros são mais altos que os jumentos. O porte depende do tamanho da égua que lhes originou, mas costuma ser mais que 1,50 metro.

Pelagem: O jumento é mais peludo e tem várias formas de pelagem - acinzentada, branca e preta. Já o pêlo da mula/burro é baixo como o do cavalo.

Matéria: Antoniêta Monteiro- Jornalismo / Cavalomania.

 

O jumento pêga e seus muares são bastante apreciados e sua origem foi com uma jumenta Egípcia


A origem de nossas raças repousa nos animais que foram introduzidos no País pelos colonizadores. Nestes anos de criação desordenada, nas mais diversas condições eles lograram produzir agrupamentos mais ou menos numerosos, que depois foram melhorados por cruzamentos com raças definidas importadas e um melhor trato, resultando em duas raças definidas, o juntamento Brasileiro e o Pêga, e no juntamento comum ou nordestino suscetível de melhoramento.
  A Raça Pêga é o aperfeiçoamento do cruzamento do jumento macho brasileiro com a jumenta egípcia. Animais de grande resistência, o Muar Pêga é diferenciado dos outros por ser muito bom também para montaria, pois são animais dóceis, cômodos e macios.
A origem:


Coronel Eduardo José de Resende.

A raça Pêga foi formada em Minas Gerais, seu nome Pêga originou-se da marca a fogo com que eram assinalados esses animais, em Lagoa Dourada, um dos maiores núcleos de criação, que parecia com a algema de prender escravos, chamada Pêga.

Por volta de 1810, o Padre Manoel Maria Torquato de Almeida iniciava na fazenda do Cardume, no atual Município de Entre Rios de Minas, a criação e a formação de um tipo de jumento, trabalho este que, continuado pela família Resende, viria a constituir a raça Pêga, hoje tem conhecida e inigualável na produção de muares e que mais tarde esse trabalho foi dado continuidade pelo Coronel Eduardo José de Resende em Lagoa Dourada, município de Minas Gerais.
Hoje em dia, o jumento Pêga está espalhado por todo Brasil, sendo em Minas Gerais, sua maior reserva criatória, devido a trabalhos de vários técnicos que colocarem acima de tudo que o jumento Pêga é extremamente necessário.
O jumento da raça Pêga possui um padrão racial oficial, sendo suas principais características gerais:


Pelagem: Serão admitidas as pelagens pêlo de rato, ruã e ruça, sempre com a faixa crucial e a listra de burro;

Altura: Machos - altura mínima de 1.25 m. /  Fêmeas - altura mínima de 1.20 m;

Forma: Sempre proporcionais, tronco relativamente longo e profundo, tórax amplo, porte médio, membros bem aprumados;

Constituição: Forte e de condições sadias;

Qualidade: Ossatura forte, seca e boas articulações, pele fina, coberta por pêlos finos;

Temperamento: Demonstrando vivacidade com expressão ativa e dócil.

Os Muares:

Originado do cruzamento entre o Jumento Pêga e uma égua, os Muares (burros e mulas) Pêga são animais refinados, de grande utilidade para o trabalho rural e excelente para o lazer. Eles possuem características singulares e são muito utilizados na lida diária com gado, no transporte de carga e tração, como carroça, arado e capinadeira, além de serem muito utilizados em cavalgadas de longa distância e provas de marcha.

Os muares obtidos através do Pêga são muitos e com várias raças de eqüinos, dentre elas com a campolina que sem dúvida temos resultados de animais de alta qualidade e extrema aptidão de macha.

Adaptação de texto: Antoniêta Monteiro – Jornalismo / Cavalomania.

Pantaneiro


O Garanhão

 

O primeiro estudo sobre a raça pantaneira foi feito em abril de 1957 por Otávio Domingos que publicou um trabalho com o título “Contribuição ao estudo do Cavalo Pantaneiro”.
O segundo estudo foi realizado em setembro de 1969, por uma nova comissão formada pelos seguintes técnicos, Prof. Luiz Rodrigues Fontes, Dr. Pedro Gouveia, Dr. Renato Gouveia Leoni e Dr. Edson de Souza Baleiro.
            De acordo com a realização dos estudos sobre a raça por hora mencionada chegou à conclusão de que havia necessidade de implantação de um projeto para compra e criação de um lote de 100 eqüinos Pantaneiros, visando sua preservação e seu melhoramento Zootécnico, de modo continuo e progressivo e ao mesmo tempo a fundação da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Pantaneiro de Mato Grosso.
            O projeto seria desenvolvido no Estado de Mato Grosso mais principalmente na chamada região do pantanal compreendendo os municípios de Poconé, Santo Antonio de Leverger; Cáceres; Nossa Senhora de Livramento, etc.
            Com a aquisição de um lote de 100 eqüinos, contendo 92 fêmeas e 08 machos deu-se o primeiro passo para excussão do projeto, que teriam os seguintes objetivos:

  1. Criar e manter um Núcleo inicial de 100 animais e distribuir em planteis.
  2. Partindo daí manter estudos, e executar um fomento através de um programa de seleção, no sentido de melhorar o cavalo em suas características, altura, comprimento e resistência;
  3. Vender reprodutores melhorados aos fazendeiros;
  4. Como medida paralela motivar a fundação da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pantaneiro.

Precisamente às 10 horas do dia 29 de abril do ano de 1972 na Sociedade Recreativa Poconeana da Cidade de Poconé, estado de Mato Grosso, foi fundada a ABCCP (Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pantaneiro) com a presença do Secretario da Agricultura do Estado de Mato Grosso Dr. Paulo Coelho Machado.
      Em julho de 1972 na cidade de Campo Grande no Estado de Mato Grosso do Sul foi realizada a VII Exposição Nacional de Eqüídeos e Concursos Diversos, registrando-se nesta ocasião os primeiros Animais da Raça Pantaneira. O primeiro Garanhão registrado foi o animal com o nome de “Rei do Paiol” de propriedade do Sr. Joaquim da Cunha Fontes, o segundo Garanhão registrado foi o animal com nome de “Pirilampo do São Rafael” de propriedade do Sr. Luiz Carlos e Fernando C.R. A.
      E as primeiras fêmeas registradas foram Mulata da Ponce de Arruda Gaúcha da Ponce de Arruda e Marreca da Ponce de Arruda.
     

 

Desde os estudos iniciais ate os nossos dias de hoje esta raça de animais fortes e de porte médio, esperto e porque não dizer inteligentes, vem sendo defendida e cultivada. E hoje em pleno funcionamento a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pantaneiro tem orgulho de mostrar aos Senhores Criadores um eqüino que não tem medo de sol causticante, do barro pegajoso, do coricho cheio d’água, para levar em seu dorso um peão valente tanto quanto ele, e que dele depende para trabalhar seu gado

 

 

Origem: Brasil

Altura: 1,40m (macho); 1,35 (fêmea).

Pelagem: Todas as cores exceto a albina.

Características Gerais: De parte pequena, mas robusto, o Pantaneiro exibe uma musculatura definida e ossatura e tendões fortes.
Suas narinas são abertas e flexíveis, pescoço musculoso, o peito amplo, o dorso e o lombo curtos, retos e bem sustentados. Os cascos são bem desenvolvidos, e a ranilha é flexível, característica ideal para enfrentar terrenos alagadiços com desenvoltura. Forte, resistente, inteligente, o Pantaneiro é utilizado no trabalho e no esporte.

 
Fonte: Abccp

American Trotter

O Trotador Americano ou American Trotter, formou-se nos Estados de Kentucky, Tennesse, Ohio e  sobretudo na Virgínia nos Estados Unidos da América. Cavalos de tração foram trazidos por colonizadores espanhóis, passaram a ser desenvolvidos e selecionados como animais exclusivamente de trote, por canadenses e principalmente americanos. É conhecido como o trotador mais rápido do mundo.  


                                                         
Surgiu tinha com a finalidade de puxar o “sulky” (carruagem leve de duas rodas), em corridas de 1.800 metros  no menor tempo possível. No entanto existem zootecnistas que não consideram o Trotador Americano ou Standerdbred como uma raça, porque em sua formação genética, certamente correm os sangues do Puro Sangue Inglês, Orloff, Bretão, Normando, entre outros, o que influenciou em sua semelhança com o PSI. No entanto possuí musculatura mais desenvolvida e passo travado.

Aparência

Seu movimento característico é trotar. Aproximadamente 20% dos trotadores movem-se no estilo andando de esquipado Prussian so-called, onde  os pés no mesmo lado do corpo são unidos. O estilo de andar de esquipado Prussian é um pouco mais rápido do que um trote, assim que Prussians competem  em competições separadas.

Aptidão

   Corridas de trote atrelado ou montado. Muito usado nas atividades de lazer, em charretes ou em provas de hipismo e enduro.

Características

Circunferência do pé: 18.5 - 20 cm.                          
Peso médio: 450 a 500 Kg
Cor mais freqüente:  castanho, castanho escuro, no entanto também pode ocorrer nas cores: pretas, amarelas e cinzentas, geralmente com poucas marcas.                                                 
Raça:
  persistente e muito resistente.

É a segunda raça  mais comum no mundo, após o puro-sangue inglês (PSI). Pode-se encontrar em quase cada país, mas em sua maioria estão nos EUA, Canadá, Rússia, França, vale ressaltar que 90% dos cavalos dessa raça presentes na Hungria são de sangue americano.                                                                                
No Brasil: Utilizado por imigrantes italianos em corridas de charrete, tendo as corridas de trote oficializadas apenas em 1946. Estima-se que haja no país cerca de 1.200 animais.


Fonte:
Ügetőló Tenyésztők Országos Egyesülete.        
Tradução e adaptação: Antonieta Monteiro.

                                                                                                                                   

 

CAMPOLINA

Conheça um pouco de como surgiu a raça Campolina.

Cassiano Antônio da Silva Campolina, natural de São Brás do Suaçuí, ex-distrito de Entre Rios de Minas, nasceu em 10 de julho de 1836. Jovem ainda, revelou gosto pelo cavalo; certamente influenciado pelas cavalhadas e disputas entre mouros e cristãos; usuais naquela época na cidade de Queluz.
Percebeu a existência de um mercado interno para animais de grande porte, em virtude da demanda para as disputas, para a montaria dos dragões da milícia real e para as parelhas de cavalos destinados à tração de trôleis na cidade do Rio de Janeiro.
Em 1870 Antônio Cruz, seu amigo, presenteou-lhe com Medéia égua nacional de bom tipo, cruzada com um cavalo andaluz, presente de D. Pedro II a Mariano Procópio; desta cruza nasceu um potro de boa linhagem, batizado com o nome de MONARCA.
Monarca tornou-se garanhão na Fazenda do Tanque e com ele temos o marco inicial na formação da raça hoje denominada Campolina, em homenagem ao seu iniciador.
O objetivo de Cassiano Campolina era formar cavalos de grande porte, ágeis, resistentes e de boa aparência para atender as exigências do mercado.
Monarca padreou o plantel de Cassiano por muitos anos e de sua linhagem Andaluza sucederam Monarca II, Monarca III, Leviano, Predileto, Baiardo, Pope, Nobre e muitas fêmeas.
Campolina, ainda fez cruzar suas éguas com Menelicke cavalo de sangue Anglo-Normando, de porte desenvolvido e linhas bonitas; desta linhagem sucederam Bonaparte, Oder I e Oder II.
Em 1904 faleceu Cassiano Campolina.
Seu trabalho de seleção, que já contava mais de trinta anos, poderia ter sido interrompido, não fora o interesse e o entusiasmo pelo Cavalo que conseguira transmitir aos seus amigos.
Em testamento, passou para seu particular amigo Joaquim Pacheco de Resende a Fazenda do Tanque e todo seu plantel de equídeos, condicionando ao pagamento de 250 contos de réis, que se destinariam a construção de um Hospital de Caridade em Entre Rios de Minas, para cuja finalidade havia legado seus bens em dinheiro.
Comprada a Fazenda do Tanque, foi construído o hospital que se chama "CASSIANO CAMPOLINA" e vem prestando inestimáveis serviços à região, desde 191 0. 
O cavalo marchador foi Golias, adquirido do Cel. Gabriel Andrade, que o obteve de José Ferreira Leite e os P.S.I foram São Lourenço e Carlito.
As experiências de Joaquim Pacheco de Resende não duraram muito, pois veio a falecer em 1911, ficando com seu filho mais velho, Joaquim Resende, nosso pai, a responsabilidade maior de prosseguir o trabalho iniciado por Cassiano Campolina, do qual participaram ativamente seus irmãos Antônio, José e Newton.
Joaquim Resende deu continuidade às experiências introduzidas por seu pai, conservando as fêmeas de boa linhagem, filhas de P.S.l e usando como garanhões Monarca III e Baiardo da linhagem Monarca, Caruso, Andaluz e Tupi da linhagem Golias todos marchadores.

Características Gerais.

Origem: Brasil.

Altura: Mínimo 1,54 m ( macho) e 1,45 m ( fêmea)

Pelagem: Todas as cores. O Campolina é um cavalo de sela, trabalho de tração e lazer, com marcha de tríplice apoio. Sua musculatura é bem desenvolvida, seus membros são longos, oblíquos e seus membros longos. Seu pescoço é alongado e flexível, e o peito, amplo. A crina e a cauda são longas e sedosas.

Agora veja fotos da raça:


Prepara-se para deitar


Cavalo Brilho bem treinado.


Fingindo de morto............

 

Veja o resultado belíssimo do cruzamento de uma égua Campolina com um Jumento Pêga:

 

CAVALO Árabe

A origem do cavalo árabe, depois de muitas pesquisas e de divergências históricas, continua sem uma prova definitiva: teria sido uma espécie selvagem que assumiu com o tempo sua forma, originária de cruzamentos entre outras? Teria o homem interferido nessa formação? A questão permanece envolta em mistério. Na verdade a primeira imagem aparece num baixo relevo egípcio do século 16 antes de Cristo.

Não existe dúvida de que é a raça mais antiga do mundo, e a nenhuma outra se pode comparar em conformação, equilíbrio e beleza. Mas não foi por essas qualidades que durante 3500 anos o cavalo árabe foi tão apreciado: foi por sua extraordinária capacidade como cavalo de guerra. Pela velocidade, resistência, agilidade e inteligência.

O poderio dos impérios e de seus exércitos foi cada vez mais baseado na cavalaria. E pouco a pouco, a cavalaria ligeira ultrapassava em muito a pesada, com armaduras e armas de maneio lento. Os guerrilheiros montados em "cavalos que voavam nos pés" tornavam-se famosos e muito temidos.

Em 700 a.C. havia uma procura generalizada deste tipo de cavalo. Guerras eram iniciadas com o único fim de obtê-los em maior número possível. As lutas se sucediam entre assírios, persas, povos das estepes, em torno do mar Vermelho, até o Egito. Em selos, jóias, relevos e pinturas, encontramos a mesma imagem do cavalo árabe característico através dos séculos.

A lenda conta que Maomé, depois de uma longa caminhada, mandou que soltassem os animais para tomar água. Antes que eles chegassem ao lago, ele os chamou de volta, e apenas cinco éguas pararam, e em vez de matar a sede voltaram atendendo ao chamado do profeta. Ele abençoou estas cinco éguas, e delas se formaram as cinco linhagens famosas.

Porém, todas as referências citam apenas Kehilan Ajuz, que se confunde com o termo "puro". Portanto, todas as linhagens formaram-se a partir de Kehilan Ajuz. Somente em 1800 temos como definitivo a existência das várias linhagens: Kehilan, Seglawi, Maneghi, Abeyan, Dahman. Porém para os beduínos "são todos Kehilan".

Apesar de haver descrições, com características diversas, destas linhagens, notamos com surpresa que elas são continuamente cruzadas entre si, tornando difícil seu reconhecimento. Mais tarde, as tribos de beduínos criaram sublinhagens, isolando pela distância suas tropas.

ORIGEM: Arábia

TAMANHO: De 1,40 a 1,51 m.

PELAGEM: Todas as cores são aceitas, sendo a tordilha a mais freqüente. Seus membros são, ao mesmo tempo, resistentes, fortes e delicados. Os cascos pequenos e duros mostram sua habilidade à corrida. O pescoço gracioso e a cabeça estreita, com narinas bem abertas, conferem ao animal uma aparência bem elegante.

FONTE: Belíssimo texto de Lenita Perroy

CAVALO Criolo

O nome Criolo vem de origem espanhola.

Em 1493, os cavalos espanhóis pisaram pela primeira vez em terra americana, na ilha de La española, que hoje se chama Santo Domingo.


São estes os antepassados diretos dos criolos americanos. O cavalo espanhol por sua vez, tinha sangue celta e Andaluz (Europeus) e Berbere (africano), mas pouco ou nenhum sangue asiático ou Árabe. Uma vez aclimatizado no novo continente, e tendo sua criação incrementada com importações posteriores, o criolo se reproduziu com rapidez e, em poucos anos, estendeu-se pelas Antilhas e pelo continente, conquistando países como a Venezuela, Colômbia e Peru. Ao mesmo tempo, foram introduzidos cavalos diretamente na Espanha, no Rio da Prata, e no Paraguai, estes se espalharam pelo Chile, Bolívia, Argentina, Uruguai e Brasil. No século XVII, iniciou-se a criação de

cavalos criolos nas imediações do Rio Grande do Sul, apartir de animais trazidos por padres Jesuítas espanhóis.

Com o passar do tempo, o numero de criolos aumentou que superou as necessidades e as possibilidades de fazendeiros e índios. A maioria dos cavalos criolos são criados para a lida no campo e basicamente o Freio de Ouro avalia as características físicas dos cavalos e suas habilidades.

ORIGEM: Brasil e América do Sul.

ALTURA: mínimo de 1,40 m. (macho) e 1,38 m.(fêmea)

PELAGEM:Todas as cores menos as pintadas e albinas.
Resultado de uma rigorosa seleção ao longo de 500 anos, enfrentando temperaturas elevadas no verão e extremamente baixas no inverno. O criolo desenvolveu um corpo compacto, robusto e harmonioso. Exibindo uma cabeça grande e curta, pescoço musculoso, espáduas fortes, peito amplo e antemão possante.

QUARTO DE MILHA

A raça Quarto de Milha foi a primeira a ser desenvolvida na América. Ela surgiu nos Estados Unidos por volta do ano de 1600. Os primeiros animais que a originou foram trazidos da Arábia e Turquia à América do Norte pelos exploradores e comerciantes espanhóis.


Os garanhões escolhidos eram cruzados com éguas que vieram da Inglaterra, em 1611. Os cruzamentos produziram cavalos compactos, com músculos fortes, podendo correr distâncias curtas mais rapidamente do que nenhuma outra raça.

Com a lida no campo, no desbravamento do Oeste Norte-Americano, o cavalo foi se especializando no trabalho com o gado. Nos finais de semana, os colonizadores divertiam-se, promovendo corridas nas ruas das vilas e pelas estradas dos campos, perto das plantações, com distância de um Quarto de Milha (402 metros), originando o nome do cavalo.
De temperamento calmo, a maior parte dos garanhões pode ser montada por cavaleiros inexperientes. Apesar de corajoso, tranqüilo e resistente, o Quarto de Milha sofre de uma certa fragilidade dos membros, que são muito solicitados pela sua musculatura hiper-desenvolvida.
Foi fundada em 15 de março de 1940, a American Quarter Horse Association (AQHA), em College Station, Texas. Em 1946, a AQHA se transferiu para Amarillo, Texas, onde se encontra até hoje, tornando-se a maior associação de criadores do mundo, com cerca de 338 mil sócios e mais de 4,2 milhões de cavalos registrados, divididos em 43 países, representando 52% dos eqüinos em todo o mundo (dados até 31/12/2002).

Origem: Estados Unidos

ALTURA: Cerca de 1,60 m.

PELAGEM: Todas as cores simples.Sua garupa é bem desenvolvida, mesmo no potro. Os membros são esguios, o dorso, curto e forte, a cabeça, pequena sobre um pescoço bem desenvolvido sobre espáduas musculosas.

FONTE: PARTE TIRADA DA ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DO QUARTO DE MILHA.(ABQM)

CAVALO Brasileiro de hipismo

Animais desenvolvidos a partir do cruzamento das raças mais aptas aos esportes hípicos, principalmente o puro-sangue inglês, o hano veriano, o westfalen, holsteiner e o trakehner, entre outros.
Por isso então sua aptidão para os esportes hípicos, especialmente o salto de obstáculos, mas também adestramento, concursos completo de equitação(CCE) e o pólo.

CARACTERÍSTICAS

Origem : Brasil
Altura: 1,65m (fêmea) e 1,68m (macho)
Pelagem: todas as cores e tonalidades, temperamento dócil e com andaduras ágeis, elásticas e extensas.

CAVALO HONOVERIANO

Um detalhe interessante desse cavalo, é que ele mais adptado a sela do que ao trabalho, puxou os coches reais britânicos até o início do século XX. A potência, o equilíbrio e a inteligência, fazem do Hanoveriano uma montaria de adestramento e concurso hípico de primeira linha.

CARACTERÍSTICAS

Origem: Honover Baixa Saxônia - Alemanha.
Altura : 1,53 a1,70 m.
Pelagem : Todas as cores puras.

O antemâo arredondado e musculosodenota sua potência. Seus olhos inteligentes e confiantes se sobressaem na cabeça pouco harmoniosa.

CAVALO de Sela Francês

Na antiga França existiam vários cavalos "meio-sangue" resultados de cruzamentos de garanhões árabes ou puro-sangue e éguas nativas. Os mais conhecidos e apreciados meio-sangue anglo-normandos constituíam um plantel.
O Haras Nacional abriu um stud book em 1958, único para escreve os meio-sangue criados para o esporte (com exceção do anglo-árabe) sob a denominação de cavalo de sela francês.

Características

Origem: França
Altura: 1,55m a 1,70m
Pelagem : todas as cores, seu perfil geralmente é curvado. Possui orelhas curtas, pescoço forte, espáduas poderosas e andadura elevada.

APPALOOSA

O gene que faz o cavalo sarapintado é tão antigo quanto o próprio equídeo (havia cavalos malhados na China e na Pérsia), mas o crédito pela criação de uma raça distintiva por sua pelagem cabe modernamente aos índios Nez Persé da América do Norte, que vivem no noroeste do atual estado do Oregon. Suas terras incluíam o vale do rio Palouse, que foi o rio que deu  nome aos cavalos.

Criação: A raça desenvolveu-se no século XVIII, com base nos cavalos trazidos pelos espanhóis. Nesse lote havia exemplares de pelagens sarapintadas descendentes remotos de cavalos da África Central. Os Nez Persé, que eram grandes criadores de cavalos, praticavam rigorosas políticas seletivas.

Finalmente obtiveram um cavalo capacitado para qualquer trabalho, de aspecto inconfundível, além de essencialmente pratico. Em 1877, a tribo e a sua bela manada quase foram exterminados quando o governo da união ocupou as reservas. Todavia em 1938, com a formação do Appaloosa Horse Club, em Moscow, Idaho, a raça começou a renascer das cinzas. Seu registo é hoje o terceiro mais numeroso do mundo.
Características: Appaloosa moderna é reprodutor, mas também animal de competição (corridas e saltos) pela consistência, vigor e boa índole. Há cinco pelagens oficiais da Appaloosa: Blanket (cobertor), marble (mármore), leopard (leopardo), snowflake (floco de neve) e frost (geada).
Influências: Espanhol: Acrescentou força, resistência, adaptabilidade – e a pelagem mosqueada.
Altura: Entre 1,47 e 1,57m.
Cores: Sarapintado
Usos: Sela

 

PAINT HORSE

Paint é uma raça relativamente nova no País, originária dos Estados Unidos. Naquele país o Paint já ocupa a primeira colocação no ranking de comercialização. O motivo é um só: reúne a beleza de ser um cavalo de pêlos exóticos com a versatilidade necessária.
Na América do Norte, existem hoje cerca de 300 mil animais registrados na American Paint Horse Association, e aproximadamente 48 mil criadores, e 50 mil em outros, inclusive o Brasil.

Com 40 anos de fundação a American Paint Horse Association, desenvolveu um sistema moderno de seleção genética que permitiu um rápido desenvolvimento da raça, e, o que é melhor, com um alto grau de refinamento.

Hoje ocupa a terceira colocação das melhores raças americanas, ou seja, só perde para o Puro Sangue Inglês e o Quarto de Milha. O plantel americano conta com reprodutores de primeira qualidade, das principais linhagens Quarto de Milha. A preocupação com as modalidades de performance e com as classes amadoras, garante a manutenção do interesse pelo animal, abrindo mercado e estimulando seu crescimento.

Apesar de pouco tempo de introdução no Brasil, os cavalos Paint estão demonstrando uma fácil adaptação às modalidades esportivas desenvolvidas no País. A beleza da pelagem e a característica dócil são os principais atrativos para os criadores.

A cor do pêlo e o padrão fazem do Paint Horse um cavalo único, valorizando qualquer haras. Cada Paint Horse tem uma combinação particular de branco e qualquer outra cor dos eqüinos. As manchas podem ser de qualquer forma ou tamanho e podem ser localizadas virtualmente em qualquer lugar do corpo do animal. Embora os Paints tenham uma variação de cores com manchas diferentes, existem somente três especificações do padrão do pêlo. Estas cores, manchas e padrões, combinadas com a origem da linhagem, habilidade atlética e disposição agradável, fazem do Paint Horse um investimento com qualidade, ou seja, um cavalo para todos os tipos de situações.

 Quais são os padrões de coloração?

Se você estiver para registrar um cavalo, haverá a necessidade de estabelecer o padrão de cores do cavalo. Embora haja muitas palavras americanas para descrever os padrões de contraste do Paint Horse, a ABC Paint usa três termos para descrever os diversos padrões: OVERO, TOBIANO, ou TOVERO. Estes padrões são diferenciados pela localização do branco no cavalo, e não pela cor do pêlo. No Brasil, os animais que não tenham manchas são chamados de sólidos. Para descrever um cavalo Paint usamos a terminologia: Alazão (cor do pêlo), Overo ou Tobiano ou Tovero. Existem muitas variações e exceções nesses padrões, mas como uma regra geral, as seguintes definições indicam as variações de padrões nos Cavalos Paint.

OVERO - Geralmente o branco não ultrapassa as costas do cavalo entre a cernelha e a cauda: pelo menos, uma pata ou todas as patas são escuras: o branco é irregular e um tanto espalhado; as marcas da cabeça são distintas, em forma de frente aberta, arregaçada ou branco em forma de osso. Um cavalo overo pode ser predominantemente branco ou preto, e a cauda geralmente é de uma só cor.

TOBIANO - A cor escura geralmente cobre um ou ambos os flancos, e a cor branca vai passar o lombo entre a cernelha e a cauda. Geralmente todas as quatros patas são brancas, pelo menos abaixo do curvilhão ou joelhos: as manchas são irregulares e distintas tais como formas ovais ou padrões redondos que se estendem para baixo do pescoço e peito, dando a aparência de um escudo. As marcas da cabeça são como aquelas de cavalos de cores sólidas, ou como uma mancha, uma faixa, estrela ou um retalho. Um tobiano pode ser predominantemente escuro ou branco. A cauda, geralmente contém duas cores.

TOVERO - Estes cavalos combinam as características de ambos os overos e tobianos.

O efeito visual das cores na Conformação

O desafio do juiz na conformação do Paint Horse é a aparência do padrão de cor inferior e a conformação física. O contorno, a extensão e posição das manchas claras e escuras que podem criar ilusões ópticas. Algumas destas ilusões ópticas são convincentes, de tal forma que a conformação de um Paint pode aparentar ser muito diferente do que atual é.

O efeito visual do padrão de cores sob a conformação pode ser positiva ou negativa. Por exemplo uma redução do branco atrás do pescoço de um animal alazão tostado pode criar a ilusão de que o pescoço é mais curto do que na realidade parece. Para classificar uma classe de Paint Horse baseado na conformação, um juiz deve ser capaz de se concentrar na musculatura e estrutura óssea do cavalo e ignorar o padrão de cor.

Para auxiliar o treinamento de juizes e outros interessados na conformação do Paint Horse, a APHA tem comissionado o seguimento do desenho para ilustrar algumas destas ilusões. Guarde em sua mente que estes desenhos são unicamente dimensional, só que algumas das distorções não são adequadamente pintadas. Também, guarde em sua mente que a ilusão pode ser criada pelas áreas brancas ou escuras do padrão.

Pernas

Ilusões ópticas criadas por cores contrastantes nas pernas são particularmente difíceis de pintar sobre um desenho unicamente dimensional; estas distorções podem ser mais variadas. Os cavalos que tem as pernas brancas, normalmente aparentam ter as pernas tortas, quando são estruturalmente corretas. Particularmente ilusões devastadoras são criadas quando o escuro e branco vem juntos causando ângulos estranhos nas pernas. Se um Paint Horse tem o branco e escuro encontrando nas pernas, e aparenta ser cow-hocked - olhe a cor do outro lado para ver a conformação correta.

Espessura do Pescoço

Longo, fino, linhas rendilhadas de branco distorcerão a turvação do pescoço. Longo, fino, linhas rendilhadas criará a ilusão de um pescoço em boa posição. Uma larga obstrução do branco criará a ilusão de um pescoço grosso e largo.

Estatura

O contraste do escuro e branco pode criar uma ilusão mais impressiva da estatura. Cavalos de cores escuras com marcas elevadas nas pernas, normalmente aparentam ser mais curtas do que um cavalo de mesma extensão com um padrão na vertical.

Definho e anca

O contraste entre a cor branco e escuro podem também criar ailusão de peso insatisfatório. A maior parte do branco ou escuro no local errado pode fazer o tamanho dos definhos ou a extensão da anca aparece curta ou longa do que elas realmente são.

Barriga

Ilusões criadas pelo relacionamento entre o escuro e branco podem distorcer a extensão do dorso ou do traço do cavalo. Oscontrastesdas cores na barriga podem distorcer a aparência da circunferência do peito bem como a barriga.

Anca, Joelho e (Gaskin)

Ilusões criadas pelo escuro e branco podem também achatar a anca do cavalo, diminuir a largura do joelho e fazer o gaskin parecer mais largo do que é.

Olhos

A cor dos olhos de um cavalo Paint e sua pele cercante podem realçar ou diminuir a simpatia visual do animal.

Cabeça e Traquéia

O padrão de cores da cabeça e traquéia de um cavalo Paint pode criar ilusões interessantes. O contraste entre o branco e escuro na cabeça podem aparentar uma fronte larga, focinho inclinado, orelhas estendidas, a garganta grossa, ou narinas dilatadas. As marcas faciais podem aparentar que o animal tem um temperamento dócil.

Angulo do ombro

O padrão de cores do ombro pode aparentar um bom ombro, de aparência fraco o ombro correto aparenta ser fraco. As cores nesta área distorcem a percepção de estar inclinado - fazendo com que o pescoço aparente ter uma inclinação correta onde ele está em um aposição certa ou aparentar estar reto quando a inclinação é correta.

Comprimento do Pescoço

O branco no pescoço é as vezes triangular. Esta ilusão cria uma distorção no comprimento. Quando a base do triângulo está rumo ao ombro, o pescoço aparenta ser mais longo.

Quando a base do triângulo esta rumo a cabeça, particularmente quando os lados do triângulo são iguais, o pescoço aparenta ser curto.

Fonte: Site ABCPaint

ANDALUZ (espanhol)

O moderno Andaluz descendente do cavalo Espanhol, o qual, como o Árabe e o Berbere, teve a maior influência sobre a população equina do mundo. Até o século XIX, o cavalo Espanhol era considerado o melhor da Europa. Toda a equitação clássica das escolas do Renascimento se baseava nele. A famosa escola de equitação de Viena é chamada ‘Espanhola’ em sua honra (spanische Reitschule), e seus famosos

Lipizzaners brancos descendem directamente de cavalos exportados da Espanha para Lipica, na Eslovénia, no século VI.

O cavalo Espanhol teve influências dominante em quase todas as raças e é a base da maior parte dos cavalos existentes na América Latina.

Criação: Na Anadaluzia, a criação está centrada em Jerez de la Frontera, Córdoba e Sevilha, onde foi preservada pelos mosteiros cartuxos. O cavalo Espanhol pode ter derivado de uma mistura do nativo Sorraia com o Tarpan e com os Berberes trazidos pelos mouros do norte da África.

Características: O Andaluz é um cavalo de grande presença. Embora não seja muito veloz, é ágil e atlético. Tem uma cabeça de extraordinária nobreza, o perfil característico, dito ‘de falcão', crina e cauda longa, luxuriantes, e, com frequência, aneladas.

Influências: Berbere: Responsável principal pelo ardor, bravura, robustez e grande agilidade. Sorraia: Fundamento ‘primitivo’ da raça, deu-lhe força e notável resistência.

Altura: Média é cerca de 1,57m.

Cores: Tordilho, Castanho, Alazão 

Usos: Sela, Touradas, Adestramento, Shows

ANGLO-ÁRABE

O Anglo-Árabe é uma raça resultante da mestiçagem do Árabe e de seu descendente, o PSI (Thoroughbred), que combina as melhores qualidades dessas raças de elite. Do Árabe espera-se que ele herde a resistência, a versatilidade, a frugalidade no trato e os cascos densos; do PSI a estatura maior e a velocidade.
De ambos a habilidade atlética para os esportes hípicos.

Criação: A raça originou-se e aperfeiçoou-se na França, onde os Anglo-Árabes são criados sistematicamente desde os tempos napoleônicos nas grandes coudelarias do sudoeste, em Pau, Pompadour, Tarbes e Gelos desde o ano de 1800. Características: Na aparência o Anglo_Árabe tende mais para o PSI. Sua fronte é recta (e não côncava como o Árabe), e sua estatura elevada. Os ombros são inclinados e fortes, as perlas longas e bem formadas com ossatura e cascos de boa qualidade, bons pulmões e excelente coração. São versáteis cavalos de sela, prestando-se para corridas em hipódromos, provas se salto de obstáculos, adestramento clássico e pólo. Na França os Anglo-Árabes têm corridas especiais, e seu stud book não aceita produtos com menos de 25% de sangue Árabe ou Thoroughbred.
Influências: Thoroughbred: Colaborou com tamanho, decisão, galope e potencial competitivo. Árabe: Solidez, vigor, resistência e temperamento calmo.
Altura: Varia entre 1,62 e 1,67m.
Cores: Tordilho, Castanho, Alazão
Usos: Sela, Desportos hípicos

BERBERE

O Berbere perde apenas para o Árabe como um dos fundadores da população equina no globo. O cavalo Espanhol, dele derivado, serviu de base às principais raças europeias e a muitas das americanas. O Berbere desempenhou também papel na evolução do Thoroughbred inglês (PSI).
Criação: A raça é originária de Marrocos, na África do norte. Acredita-se que se tenha formado de cavalos selvagens sobreviventes da era glacial.

Se isso for exato, o Berbere é tão antigo quanto o Árabe. Em algum momento da evolução, deve ter recebido uma infusão de sangue Árabe, mas a sua conformação nada deve ao ideal Árabe – o que indica a existência de um gene poderoso, maciçamente dominante. Nos últimos anos tem havido um grande refinamento do Berbere tradicional – montaria suprema dos cavaleiros Berberes que tiveram parte tão saliente nas conquistas muçulmanas na Idade Média. Embora não haja respostas definitiva à controvertida questão da origem do cavalo Berbere, é pacífico existirem diferenças fundamentais entre o Berbere e o Árabe.
Características: O Berbere não impressiona à primeira vista: tem a garupa caída, a cauda de implantação muito baixa, e uma cabeça sem nada de especial, com formação craniana que se assemelha a dos cavalos primitivos. O perfil é recto, e o chanfro às vezes, romano. Não obstante, a resistência e o vigor do Berbere são ilimitado, indicando uma disposição à toda prova. É cavalo de excepcional agilidade, capaz de cobrir com grande velocidade distancias curtas.
Altura: Cerca 1,50m.
Cores: Tordilho, Castanho, Alazão
Usos: Sela

FINLANDÊS

Em tempos passados havia duas raças finlandesas: a Finnish Draught (‘de tiro’) e a Finnish Universal (‘para toda obra’). Ambas eram criadas considerando a atuação e o desempenho e não a aparência. O Finlandês destinado à tração, o mais pesado dos dois, era um animal possante de aspecto comum mas andadura viva e rápida. O Universal, mais leve, podia ser montado, usado para puxar cargas de peso moderado e, principalmente para corridas atrelado a viaturas ligeiras.

A partir da década de 1970, acentuou-se a preferência geral por cavalos utilitários mais leves, embora haja ainda papel para os demais na lavoura e, sobretudo na silvicultura.
Criação: O Finlandês descende, provavelmente de antigas raças europeias de cavalos pesados e ligeiros, cruzadas com raças warmblood e coldblood. Um livro de registros de pedigrees foi aberto em 1907, tanto para os animais leves quanto para os pesados dessa raça, e se instituíram rigorosamente testes de desempenho para os dois tipos.
Características: O Finlandês, sereno e equilibrado, tem, a despeito do seu arcabouço relativamente leve, a força da tração de um cavalo muito mais pesado. E a isso se combinam, com rara facilidade, o carácter, a rapidez e a agilidade das raças ligeiras. É resistente, longevo, dono de notável robustez. Seria ocioso dizer que impressiona também por sua constituição. A inclinação dos quartos a partir da garupa e, ainda, a acentuada extensão do dorso, são típicas do cavalo de tiro destinado a competições e reflete a mudança de ênfase ocorrida na criação do Finnish Horse.
Influências: Pónei Finlandês: Os póneis nativos, notáveis pela resistência deram uma sólida base para cruzamentos com raças de fora. Oldenburg: Fixou o carácter do Finlandês e acrescentou-lhe porte e acção.
Altura: Cerca de 1,57.
Cores: Todas.
Usos: Tração Ligeira.

Mangalarga Marchador


Getúlio Vargas

A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu há cerca de 200 anos na Comarca do Rio das Mortes, no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter –
trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira. A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes.

Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dócil e próprios para a montaria.

Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.

Minas Gerais já se destacava como centro criador de eqüinos desde o século XVIII e a chegada dos cavalos da raça Alter veio aprimorar ainda mais seus criatórios. A Comarca do Rio das Mortes tinha um potencial de ouro muito baixo, mas chamou a atenção dos colonizadores por causa das suas boas condições para a criação dos animais. Havia água em abundância e a vegetação era constituída de matas, capões e ervas pardacentas, adequadas para a produção de forragem.

O Mangalarga Marchador teve como berço a fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas. Ela pertencia a Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, a quem é atribuída a responsabilidade pela formação da raça. A fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira. Outro fazendeiro importante na história do Mangalarga Marchador foi José Frausino Junqueira, sobrinho de Gabriel Junqueira.
Família Junqueira

Exímio caçador de veados, José Frausino aprendeu a valorizar os cavalos marchadores por serem resistentes e ágeis para transportá-lo em suas longas jornadas.

Há várias versões para o nome Mangalarga Marchador, mas a mais consistente está relacionada à fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Rio de Janeiro. O nome da fazenda era o mesmo de uma serra que existia na região. Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares para os passeios elegantes realizados na corte do Rio de Janeiro. Quando alguém se interessava pelos animais, ele indicava as fazendas do Sul de Minas. As pessoas procuravam os fazendeiros perguntando pelos cavalos da fazenda Mangalarga e esta referência se transformou em nome. Já o nome Marchador foi acrescentado pelo fato de alguns daqueles cavalos terem a função de marchar em vez de trotar.


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