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Controle da Direção

 

Por Jango Salgado.
 Quando dirigimos um carro independente da marca, ano, motor e tipo, o que vai mudar a direção do carro, é o movimento de rotação do pneu que conseguimos através do giro do volante para esquerda ou direita. Na verdade não importa se é um carro a gasolina, álcool, diesel, 1000 ou V-12, sempre que giramos o volante, alteramos o posicionamento dos pneus e conseqüentemente mudamos a direção do carro.

    


Na minha opinião, conseguimos a mudança de direção dos cavalos através das paletas, esquerda ou direita. O pescoço e a cabeça são como o capo do carro, existem mais curtos, largos, finos, longos, mas continuamos necessitando dos "pneus" para mudar a direção, ou seja, é fundamental que tenhamos controle das paletas do animal, para um controle mais preciso de direção. Muitas vezes presenciamos situações onde o cavalo esta buscando escapar para a esquerda, e o cavaleiro puxa o focinho do cavalo até quase tocar a garupa direita , porém o animal segue escapando para a esquerda.
Porque isso acontece?
     O animal esta seguindo sua paleta esquerda, e o cavaleiro perde totalmente o controle de direção em virtude de não ter domínio dos "pneus"ou seja das paletas. Creio que o problema mais comum é quando as pessoas colocam seus animais em exercícios e/ou em velocidade, para depois verificar se realmente possuem um controle de direção adequado. Quando inicio um potro(a), depois do meu animal já estar tranqüilo e relaxado a passo, trote e galope, costumo ir apurando aos poucos o controle das paletas, exatamente para poder guiá-lo com mais facilidade. Procuro ensinar meus animais a saírem da pressão da perna, utilizando o auxilio da cerca, como se estivesse fechando a porta da frente do cavalo com a cerca, e através da pressão da perna em um dos lados do animal, para que ele encontre uma saída lateral para esquerda e/ou direita, ou seja, teremos um movimento lateral, o ladear.
     Quando tenho a certeza que meu cavalo sabe ladear, começo a trabalhar em círculos, imaginando como se houvesse um círculo desenhado no chão( o trilho do trem), meu animal é o trem que precisa andar em cima do trilho, desde a ponta do focinho até o final da garupa, melhor dizendo, a cabeça é a locomotiva e o final da garupa o último vagão do trem. A idéia é não deixar o trem sair dos trilhos, e conseguir que todos os passageiros cheguem com vida ao seu destino final. Normalmente teremos dois problemas mais comuns, quando iniciamos o trabalho em círculo, os animais vão tentar escapar para dentro, fechando o círculo, ou para fora, abrindo o círculo. Se o animal tentar fugir para dentro, usarei a rédea e perna de dentro, buscando abrir o círculo, movendo o animal para fora. porém mantendo o arco no corpo do cavalo. Quando o animal fechar com muita intensidade, farei um arco reverso, movendo o cavalo para fora, concentrando em manter o corpo arqueado, ou seja, o formato do trilho do trem. Caso o cavalo tente escapar para fora, uso as duas rédeas em conjunto trazendo de volta para dentro, e caso seja necessário reforço com a perna de fora.
     Gosto de preparar o cavalo para a pressão, fazendo tudo primeiro a passo até que fique bom, depois a trote até que fique bom, para só então fazer o mesmo a galope. A partir do momento que conseguimos regular o tamanho do círculo, a passo, trote e galope, seguramente teremos controle das paletas e conseqüentemente maior facilidade para conduzir o cavalo na direção desejada. Se temos o controle de direção, direita e esquerda, as linhas retas passarão a ser uma conseqüência. O cavalo aprende de uma forma simples, é uma criatura de hábitos que precisa de repetição.
     A melhor forma de se ter um cavalo constante, é sendo um cavaleiro constante. Acredito que grande parte das dificuldades e problemas poderiam ser evitados, se tivermos a preocupação em construir uma base sólida. Confiança vem com o tempo, e através da confiança conseguiremos imprimir velocidade aos movimentos. Procure desfrutar de cada pequeno progresso obtido por seu animal, pois esse é o caminho mais curto para a finalização desejada.
     Espero que independente do "carro"que você vá dirigir, o ajuste do volante esteja bem feito, e que tenhas um bom controle de direção.
BOA VIAJEM !!!!!
 Jango Salgado- 2 x vice Campeão Mundial de Rédeas; 9 x Campeão Brasileiro de Rédeas

 

Mito sobre cavalo

Pôneis possuem saúde frágil?

Pôneis são animais em sua maioria fortes e robustos, podendo passar ir anos, sem apresentar problemas de saúde.
Horses, however, need to be seen by the vet about twice a year on the average.Cavalos, no entanto precisam ser visto pelo veterinário em média duas vezes por ano. They can have all kinds of health problems.Haja vista que estes podem apresentar os mais variados tipos de problemas de saúde.

Fonte: Horse and horse information.
Tradução e revisão: Antonieta Monteiro – Jornalismo – Cavalomania.

 

Trança

 

trança é o principal meio de manter a crina e a cauda do cavalo bem conservadas e protegidas do meio externo, dando um toque especial ao seu “bichinho”. Além da questão estética, as tranças oferecem outras vantagens, como por exemplo, às mão do cavaleiro, que pode manusear as rédeas sem preocupação.

Devemos sempre estar atentos quanto a limpeza e a tosquia da crina e do rabo, para que assim, possam crescer mais fortes e saudáveis. Para lavá-los, use shampoo neutro ou sabão de côco, massageando bem as raízes. Enxágüe várias vezes, e depois, se necessário, desembaraçe-as usando um pouco de creme rinse ou algum produto especial para a ocasião. Mãos a obra!

 

 

Tenha em mãos uma toalha, elásticos especiais para trançar a crina, uma escova, e um pulverizador com água.
 
 

 

 


Separe um chumaço de pêlos e utilize a toalha para separá-lo do restante da crina, como na imagem. Tenha em mente que serão feitas em torno de 20 tranças, portanto, o chumaço deve ser proporcional a esta medida. 
 

 

 

 

 

Umedeça o chumaço com o pulverizador para evitar que a trança fique “esfiapada”. Faça uma trança. 
  Terminada a trança, dobre-a ao meio juntando a ponta com a raiz, e dobre-a novamente.
 
 

 

 

 

Prenda-a com o elástico até que a trança esteja bem firme.  
 

 

 

 

 

 

Repita o processo aproximadamente 20 vezes. 

 

Fonte: www.hipismobrasil.com.br

COMO REGISTRAR SEU CAVALO PAMPA

 

É muito fácil registrar seu exemplar pampa. Basta entrar em contato com a ABCPAMPA - Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pampa, solicitar a ficha de filiação àquela entidade e, em seguida, aguardar a visita de um técnico de registro. Inicialmente, o seu animal será registrado em Livro Aberto, pois os pais não estão registrados na ABCPAMPA. Posteriormente, quando forem feitas as comunicações de cobrições com animais devidamente registrados na ABCPAMPA, os produtos nascidos serão controlados em Livro Fechado.
Se voce tem animais pampas não perca a oportunidade de registrá-los. As principais vantagens são:
Maior valorização no mercado
Possibilidade de participar das exposições oficiais da ABCPAMPA
Possibilidade de comercializar em leilões oficiais
Mais rigor na seleção da pelagem pampa
Mais rigor também na seleção de caracteres zootécnicos desejáveis ao cavalo pampa brasileiro de sela.
Veja abaixo o esquema auxiliar para resenha:

Resenha de cavalo pampa.
Fonte: www.cavalospampa.com.br

 

Percurso do Hipismo

 

 

O cavalo e o medo

 

Você está sozinho em casa, o silêncio é total, e de repente a porta da frente bate, sua respiração acelera, seu coração dispara, seus músculos enrijecem. Um segundo depois você percebe que não tem ninguém tentando entrar em sua casa, era apenas o vento. Tanto nos seres humanos como nos animais, o medo tem por objetivo promover a sobrevivência. A maioria de nós não precisa mais lutar ou correr por nossas vidas na selva, mas o medo está longe de desaparecer, pois continua servindo ao mesmo propósito que servia na época em que se encontrava com um leão enquanto se trazia água do rio. A diferença é que agora carregamos carteiras e andamos pelas ruas da cidade. Para os cavalos o medo também o acompanha a milhares de anos e este teve grande importância por sua sobrevivência até os dias de hoje. Mais valioso do que entender e tratar o medo nos cavalos é preveni-lo; remoção da causa em lugar do seu gerenciamento seria a solução ideal para os cavalos. Há mais de quatro mil anos, nós temos nos acomodado com o fato de que o medo nos cavalos é tão familiar e "tão cultural". Ocasionalmente cavalos são assustados por plásticos, jornais e outros "monstros externos", que sopram através das trilhas. Um cavalo de competição deve ser acostumado com bandeiras, balões, barulhos, etc. O mau comportamento ocorre porque o animal nunca vê esses estímulos no estado de repouso e é exposto aos mesmos sem nenhuma apresentação prévia. É natural que sinta medo, que produza uma reação de luta ou fuga. Todas as reações físicas causadas pelo medo têm a intenção de lhe ajudar a sobreviver, isso é instintivo. Portanto, punir o medo ou o comportamento de luta ou fuga, só contribui para o comportamento piorar. Compreender a base motivacional de um comportamento desencadeado pelo medo, facilita o tratamento do mesmo e melhora o desempenho de um animal. Antes de castigar um cavalo por seu comportamento inadequado, tente entendê-lo, mas do ponto de vista do cavalo, às vezes o problema é muito mais simples de ser resolvido do que pensamos. Cláudia Serra Projeto Potro.

Fonte: Projeto Potro
http://www.projetopotro.com/home.asp

 

ANDAMENTOS ARTIFICIAIS DOS EQÜINOS

Por Lúcio Sérgio de Andrade, Zootecnista escritor, consultor de haras, árbitro de eqüinos machadores.

 

O passo é o de menor importância para efeito de apresentação em competições. Ao contrário, existem inúmeros tipos de competições eqüestres que exigem o máximo do potencial do trote ou do galope. São andamentos mais utilizados em práticas esportivas.Com o fortalecimento crescente do papel social desempenhado pelos eqüinos, os andamentos especializados vêm ganhando projeção na eqüinocultura mundial, em particular a brasileira, que é a mais rica neste segmento. As variáveis na dinâmica de locomoção dos eqüinos são múltiplas e bastante interessante. Vale a pena conferir algumas das mais conhecidas.

Marcha de tríplice apoio - típica das nossas raças Mangalarga Marchador, Campolina, Pampa, Piquira e Campeiro, podendo ser das modalidades picada, intermediária, batida.

Marcha trotada - Típica da raça Mangalarga, sendo considerada uma polêmica entre técnicos e criadores, por soar como redundância. Alegam que ou o cavalo marcha ou trota. De fato a movimentação exclusivamente diagonalizada, porém com um estilo bastante característico, de deslocamentos bastante flexionados, elásticos, levemente alçados e quase sempre ocorrendo a sobre ou ultrapegada. Tanto pode ocorrer um momento mínimo de suspensão para a troca dos apoios bipedais diagonais, como também um rápido apoio monopedal ou quadrupedal. Em ambos estes últimos casos, o animal não perderia o contato com o solo e o andamento ainda tecnicamente considerado como marchado. A dominância deste tipo de andamento é bastante forte, tanto no diagrama como no estilo.

Passo Fino - típica da raça Passo Fino, sendo uma marcha também de tríplice apoio, predominantemente lateralizada, de deslocamentos bastante curtos,. Porém muito enérgicos e rápidos. Todos os animais marcham com a cauda em forma de anzol, indicativo de brio, bom temperamento de sela. Com o aumento da velocidade os animais podem executar o "corto" e o "largo". Desde o nascimento, os potrinhos (as) apresentam deslocamentos predominantemente lateralizados, o que atesta o caráter hereditário deste tipo de marcha. Porém não é dominante sobre as marchas com predomínio de deslocamentos diagonalizados.

Fox trot - Típica da raça Missouri Fox Trotter, sendo uma marcha predominantemente diagonalizada, na qual o casco posterior do bípede diagonal toca o solo um pouco antes do casco anterior. Interessante é que o animal caminha com os anteriores e marcha com os posteriores. O nome significa a "trote de raposa". De fato é um andamento muito rasteiro. Há uma tendência natural herdável de alguns exemplares em executar este andamento. Mas a maior parte dos animais são treinados por comandos de rédeas e de assento (deslocamento de peso de um lado a outro).

Running Walk - Típica da raça Tennessee Walking Horse, sendo uma marcha de quatro tempos, porém excessivamente lateralizada. De fato, como o nome diz, parece mesmo um passo em grande velocidade, podendo atingir a velocidade do galope reunido. Os membros anteriores são forçados alçarem em demasia, os posteriores ultrapegam os rastros dos anteriores. O cavalo bascula a cabeça vigorosamente, para baixo e para cima, lembrando os movimentos do camelo. As espáduas são muito oblíquas, o dorso-lombo curto, os jarretes curvados. Alguns produtos 1/2 sangue já foram observados com esta movimentação peculiar, indicando uma certa dominância genética.

Rack - Típico da raça American Saddle Horse, sendo um andamento muito rápido, de dissociação diagonal a 4 tempos, no qual cada membro toca o solo separadamente, em intervalos iguais. É um andamento semelhante ao chamado de "esquipado" no Brasil. Geralmente não é natural, requerendo treinamento contínuo com aumento crescente da velocidade, até o limite de transição para o galope. A herança genética deste tipo de andamento especializado ainda não está totalmente clara.

Largo - Típico de algumas famílias da raça Passo Fino e de exemplares Mangalarga Marchador e Campolina no interior de Minas Gerais e Estados do Nordeste, sendo uma marcha de tríplice apoios, executado no grau máximo de velocidade, até o limite de transição para o galope. Com freqüência, deriva das modalidade marcha picada e marcha intermediária.

Andadura de Corrida - Típica do Trotador Americano, charreteiro, das corridas de charretes nos Jockeys, sendo um andamento de deslocamento bipedal lateral simultâneo, porém com um momento de suspensão dos 4 cascos no ar para a troca dos apoios, ao contrário da andadura clássica, na qual a troca de apoios bipedais laterais se dá através de apóio quadrupedal. No Brasil, uma forma mais lenta da andadura de corrida é popularmente conhecida como "guinilha". Esta modalidade de andamento especializado apresenta um mecanismo genético recessivo.

Existem formas de artificialização dos andamentos que são utilizadas para apresentações de beleza ímpar. Como exemplos, podemos citar o Passo Espanhol e o Piaffe nos cavalos Andaluzes e Luzitanos. No primeiro, o animal caminha alçando graciosamente seus membros anteriores. No segundo, o animal trota com mais elevação, bastante reunido, reduzindo o alcance das passadas, em movimentos quase que em slow motion. Temos o galope reunido, que é uma forma contida, reunida, de conduzir o cavalo, mantendo um grau máximo de flexionamento da cabeça, nuca, pescoço, com deslocamentos também muito felexionados, porém resultando em um galão ( passada do galope ) mais curto, mas sempre muito ritmado, cadenciado. Outras artificializações na dinâmica de locomoção dos equinos agridem a natureza deste belo e inocente animal. Ou, pior ainda , ferem a ética na criação e comercialização. Infelizmente, temos muitos exemplos. Um dos mais clássicos é o que se pratica com a raça Tennessee Walking Horse nos Estados Unidos. Os animais são ferrrados com calços de madeira de até 11cm de altura sob as ferraduras. Tal artifício provoca a elevação extrema da cernelha em relação à garupa, com uma elevação também extrema dos membros anteriores. Os posteriores são forçados a ultrapegar os rastros deixados pelos cascos anteriores e o andamento, originalmente de trote, transforma-se drasticamente para um tipo de andadura desunida, bastante estressante para o sistema locomotor do eqüino. Na raça American Saddle Breed, um nervo caudal é operado, para manter a cauda sempre elevada durante a movimentação. Na raça Árabe, os animais são levados à um limite máximo de excitação e nervosismo antes da entrada em pista, com gritos, assobios, barulhos de pedras batendo dentro de latas, etc., com o objetivo de forçar uma apresentação de pista com movimentos mais alçados, cauda ainda mais erguida em forma de arco, cabeça bastante elevada, narinas bem dilatadas, usando inclusive produtos de alta irritabilidade no interior das narinas, para aumentar a dilatação. Nas raças de marcha, os andamentos mais diagonalizados são amaciados com o aumento extremo da velocidade, aproximando-se dos limites dos sistemas respiratório, cardíaco e locomotor, inclusive em idades ainda muito precoces, sem um desenvolvimento adequado da ossatura e musculatura. Para amaciar as marchas diagonalizadas utilizam argolas nos cascos anteriores, ferraduras super pesadas, e alguns chegam até a casquear próximo do sangue para que o animal sinta dor no apoio dos cascos e reduza a elevação dos deslocamentos. O fato é que, principalmente no Brasil, os equinos ainda estão expostos a um manejo violento, à base das esporas e chicotadas, embocaduras severas, e outros artifícios que visam ensinar a marchar. Mas raramente um cavalo que aprende a marchar será um vencedor nas pistas de concursos de marcha. E o pior, alguém mais à frente será enganado, quando um reprodutor deste tipo é vendido. Sua prole não herdará o que ele aprendeu, mas sim o que está contido em seus genes.
 

Técnica de equitação própria ao enduro


por Guilherme F. Santos e Pierre Cazes
Conduzir o cavalo a trabalhar dentro de uma atitude justa, evitando consumir sua energia, significa preservar seu aparelho locomotor. Um cavalo que participa de provas de alto nível necessita de uma grande carga de trabalho. Para suportá-la é preciso trabalhar corretamente.
Bases do Adestramento do Cavalo de Enduro
1 - Disponibilidade do cavalo
Seja qual for a disciplina, é através de ajudas que se obtém o controle do movimento do cavalo, desde a mais simples (cavalgada) até a mais sofisticada (alta escola). Estas ajudas são traduzidas através das pernas, das mãos e da bacia. Em todos os casos, são ações simples ou, então, combinação de ações que fazem com que o cavalo produza o gesto que pedimos.
Para isso, é preciso que o cavalo esteja disponível, ou seja, que a todo momento ele aceite e ceda ao pedido das ajudas. Esta noção de disponibilidade é fundamental. O adestramento adaptado a uma prática consiste em:
- Ensinar ao cavalo os exercícios, as figuras e as transições próprias a esta prática;
- Ensinar ao cavaleiro que ele deve estar seguro desta disponibilidade a todo o momento.
Em adestramento puro, por exemplo, a disponibilidade é conseqüência do fechamento dos ângulos da nuca e da bacia.
O deslocamento tem uma amplitude vertical. O gesto é redondo, a tonicidade física e mental é máxima. No Enduro, existem longos períodos onde a cadência, o equilíbrio e o andamento obtidos e as ajudas não interferem em nada. Elas são passivas e vigiadas. Os ângulos do cavalo são abertos para se ter um deslocamento horizontal, econômico e relaxado.
O contato com a boca é feito somente pelo uso das rédeas. As pernas não interferem. Ao galope, o assento deve acompanhar o deslocamento do cavalo com maior contato e suavidade possível. Poderíamos dizer que o cavalo está em liberdade vigiada.
A disponibilidade do cavalo será procurada nas fases de transição dos andamentos de mudança de direção ou de equilíbrio. Neste momento, os ângulos deverão se fechar suficientemente para que o cavalo volte a estar disponível instantaneamente às indicações.
Abrir os ângulos significa desdobrar a nuca e a bacia na sua posição de flexão mínima, poderíamos dizer quase naturais. Os músculos antagonistas, flexores e extensores, estão em oposição no esforço mínimo. Em conseqüência, a elasticidade permitida é mínima, o que minimiza as ações verticais e laterais, portanto o deslocamento tende a ser horizontal e ele segue uma trajetória retilínea.
O relaxamento é a chave do Enduro. Ele implica na utilização mínima do jogo articular. O relaxamento físico induz o relaxamento mental e o relaxamento neuro-vegetativo, logo fisiológico. Cavalos bem preparados dão a impressão de estarem em outro mundo, mesmo durante o movimento.
2 – Especificação técnica da equitação de Enduro
Ela se define como a capacidade em alternar de forma fluida e harmônica:
- Fases de deslocamento horizontal como aos ângulos abertos, as ajudas estando em vigia passiva e a locomoção se tornando praticamente mecânica;
- Com as fases de disponibilidade instantânea para assegurar as mudanças de mão, de andamento, de direção ou de equilíbrio com as ajudas ativas (atuantes);
- Relocar as ajudas em vigia passiva após ter obtido a cadência, o gesto e o relaxamento desejado, é técnica;
- Recolocar as ajudas em ação para assegurar as transições, é técnica;
- E, sobretudo, passar de uma técnica a outra sem ruptura de trem e de forma fluida também é técnica.
3 – Preconização
Para os debutantes, é preciso começar por um trabalho clássico com paradas e mudanças de direção, procurando obter sobre uma linha reta o gesto, a cadência e as transições desejadas com um cavalo em equilíbrio horizontal com os ângulos abertos.
As dificuldades serão efetuar este trabalho se servindo, sobretudo, do assento e de um equilíbrio sobre os pés com as pernas bem descidas. O cavaleiro deverá adquirir uma mão capaz de diminuir e aumentar o comprimento das rédeas em permanência, o que significa alternar ação das ajudas em ativa ou passiva sem abandonar o animal.
4 – Exemplos de trabalho e de lições
- Trotar com as ajudas em vigia passiva, os ângulos do cavalo abertos, dentro de uma cadência determinada;
- Executar o mesmo exercício a galope;
- Efetuar as transições trote/galope à direita e à esquerda no mesmo trem, com os ângulos abertos;
- Efetuar as mudanças de mão a galope em linha reta no mesmo trem e com os ângulos abertos.
Importante: Evitar o trabalho em círculos, ele desgasta prematuramente boletos e jarretes.
5 – Objetivos do treinamento
- Aquisição do gesto – adestramento;
- Trabalho de endurance metabólica;
- Trabalho de endurance e resistência.
Estes três objetivos não estão separados na prática. Trabalhando o gesto, trabalha-se também a endurance metabólica, mas devemos considerar que há uma cronologia. Na teoria, devemos inicialmente adquirir o gesto para poder trabalhar a endurance metabólica e uma vez adquiridos os dois, poderemos trabalhar a endurance resistência.
6 – Regras fundamentais
- O trabalho de adestramento não deve passar de 20 m e o círculo deve ser usado o mínimo necessário. ;
- As sessões de treinamento devem ter no mínimo 1h30min;
- O esforço deve ser contínuo e regular;
- Jamais abandonar o trem no trabalho (períodos de aceleração). É uma contradição com a educação e mecanização do gesto;
- Durante o treinamento, devemos procurar a qualidade da equitação e do deslocamento do cavalo. É muito importante a escolha do piso.
Finalmente, para se ter certeza da aquisição do gesto e do adestramento colocamos as rédeas no pescoço do cavalo em movimento, e não há mudança de velocidade e nem de equilíbrio com o animal em perfeito estado de relaxamento, tanto ao trote como ao galope.
7 – Conclusão
A educação e a mecanização do gesto supõem um trabalho dentro de uma cadência regular. Não se deve jamais sair do trem. Somente os cavalos que adquiriram solidamente o gesto poderão se permitir momentos de aceleração.Não se deve esquecer que a base, o problema, bem sempre do cavaleiro. Todas as contrações do cavaleiro produzem de uma forma ou de outra, contrações no cavalo também.Embocaduras agressivas excitam o cavalo e, portanto, contrariam a busca ao relaxamento. Se possível, o cavaleiro deve durante o trabalho em locais de desnível acentuado fazer com que o cavalo se equilibre sem apoio das rédeas.

 

FONTE: Guilherme F. Santos e Pierre Cazes

 

1º clone de uma mula do mundo já esta com quase nove meses

O Clone está com quase um mês de vida
mula Idaho Jim

Cientistas da Universidade de Idaho, nos Estados Unidos, anunciaram o nascimento o primeiro clone de uma mula.

O aninal, chamado de Idaho Jim, de quase um mês de idade, goza de perfeita saúde, de acordo com os pesquisadores.

Os cientistas acreditam que a clonagem da mula pode ser o caminha para se conseguir clonar cavalos de no futuro – o que poderia influenciar o mercado de criação de animais.

Jim não é apenas a primeira mula, mas é o primeiro clone de um animal da família dos eqüinos, e também o primeiro clone de animal que normalmente não pode ser reproduzir.

Cruzamento

As mulas – que são o resultado do cruzamento de jumento com égua, ou de cavalo com jumenta – são estéreis.

O sucesso do projeto de criação de uma mula clonada foi relativamente baixo. Dos mais de 300 embriões fecundados, apenas três se desenvolveram, o de Jim e de mais dois irmãos que devem nascer em breve.

A pesquisa foi financiada por um admirador de corridas de mulas; mas as principais implicações devem ocorrer na criação de cavalos.

O professor Gordon Woods, cientista responsável pela criação de Jim, disse o time conseguiu resolver um sério problema que, até agora, impedia a criação de clones de mulas ou de outros eqüinos.

"Nós descobrimos que o cálcio era um importante fator para a reprodução de um eqüino", disse o cientista à BBC. "Quando começamos a aumentar o nível do cálcio nós começamos a obter resultados."

Fonte: BBC Brasil.com

 

Nasce filhote de bardota na Fazenda da Usina  em Saquarema, Rio de Janeiro


 

Bardota é o nome dado para a filha do cruzamento do cavalo com a jumenta. Popularmente ela também é chamada de mula, nome que a rigor é da filha do jumento com a égua. As duas são estéreis, mas em Saquarema, Rio de Janeiro, uma bardota pariu.
A Fazenda da Usina fica em Saquarema, Rio de Janeiro. Para quem vem de fora, a chaminé são um ponto de referência, na beira da estrada. No local já funcionou uma usina de açúcar entre os anos 40 e 70 do século passado.

A fazenda de 170 hectares fica há menos de 100 quilômetros do Rio de Janeiro. Nela estão haras com cavalos da raça manga larga marchador, além de uma central de transferência de embriões.

A pesquisa mais recente é também a mais famosa e foi feita com uma fêmea, cruzamento de um cavalo com uma jumenta. Já que os pais são de espécies diferentes, ela é estéril, apesar disso, os pesquisadores conseguiram fazer Sempreviva emprenhar. Eles usaram a bardota como barriga de aluguel para gerar um embrião de uma égua manga larga.

O veterinário Leonardo Lemgruber explica que embora a bardota não possa gerar filhotes, ela tem o aparelho reprodutivo completo. “Como aqui a gente tem uma central de transferência de embrião, em uma coleta de embrião uma égua que é muito importante para a central e que não dava produto há alguns anos já deu dois embriões. Geralmente na égua a gente coleta um embrião por coleta. Nesta coleta nós tínhamos dois embriões e apenas uma receptora disponível, uma outra alternativa nossa seria usar a mula como receptora porque ela estava sincronizada o cio dela com o cio da doadora”, explica ele.

Para ajudar na gestação, as éguas da propriedade recebem hormônio, a progesterona. Elas também fazem ultra-som, importante para acompanhar o estado do ovário, do útero e também do feto.

A história teve um final feliz. O parto foi tranqüilo e o filhote, uma égua, nasceu saudável. O que ela mais gosta de fazer é mamar.
Até o final do nascimento, ninguém na fazenda sabia ao certo o período de gestação. A previsão era de que a Sempreviva parisse no mesmo período em que a égua, aos 11 meses e 10 dias, mas isso não aconteceu. O tempo foi um pouco maior, 359 dias, quase um ano.
A pioneira ganhou um nome sugestivo. “Globeleza é a potrinha. Em homenagem a Globeleza, porque ela é moreninha também, ela é bonita e vai ter um futuro grande pela frente”, diz Jessel da Fonte Junior, criador.

Veja vídeos no link do Globo Rural:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM758085-7823-
FILHOTES+DE+BARDOTA,00.html

Fonte: Belíssima reportagem Globo Rual, edição do dia 25/11/2007
www.globo.com/globorural

A passada do “passofino”

 


A raça pasofino tem andamentos diferentes; conforme a necessidade, você escolhe um tipo. Nós estamos falando do mais refinado, é o animal selecionado e treinado para exibição, para dar show.
O cavalo crioulo colombiano hoje é criado em muitos países; a raça é famosa na Europa e especialmente nos Estados Unidos por causa do temperamento tranqüilo e de seu andamento suave, macio.

O andamento do cavalo, na verdade, se divide em quatro passos diferentes:

Num trabalho a campo, por exemplo, a gente pode ver o trote – natural de qualquer raça eqüina, quando o animal alterna as patas na diagonal. O movimento é ao mesmo tempo da “mão” direita e do “pé” esquerdo, e depois trocado. Por um minuto, o cavalo fica suspenso no ar.

Um segundo tipo de andamento é o que se chama de “trocha” na Colômbia: é um trote menos marcado, com um breve atraso dos movimentos, de modo que sempre uma ou duas patas tocam no chão.

A “trocha” evolui para o galope que alterna uma pata no chão e três no ar.

O último é o andamento mais requintado, que é o paso fino – na verdade, uma seqüência elaborada de passos; ao todo, são oito passos, coordenados em ciclos, que se repetem em alta freqüência.

Como já dissemos, o passinho acelerado é um dom que o paso fino já traz de berço. No passeio pelo criadouro, a veterinária Carolina Herrera nos apresenta o manejo dos filhotes: “O John Fredenau é um dos criadores de potrinhos”, ela nos apresenta. “O trabalho com os pequenitos começa desde que nascem; já com sete ou oito dias eles usam um cabeçal, e nós sempre passamos a não neles, escovamos, levantamos as patinhas e demos muito carinho. Promovemos um contato intenso com as pessoas para estabelecer confiança”.

Herrera e Fredenau aplicam também os princípios da não-violência. “Fazemos um adestramento gentil, sem qualquer tipo de agressão, física ou de voz”, diz Carolina. “A gente se apaixona por esses bichinhos são uma graça”, completa John.

John leva uma potrinha de quatro semanas pela pista acidentada, para aprender o passo. É apenas o segundo treinamento dela: ela vai meio desengonçadinha, mas dá para perceber que ela leva jeito.

Uma potrinha de oito meses, recém-desmamada, está mais adiantada. Nessa idade, já engajou a postura: parece que tem um amortecedor separando a parte de baixo da de cima do corpo; o tronco fica parado, e as pernas se movimentam com elegância.

Francisco Londoño, veterinário das associações de criadores de cavalo de Colômbia, fala das características do paso fino. “Ele tem um perfil retilíneo. A cabeça é mediana e a cara, descarnada. As narinas são dilatadas. É um animal de proporções bem equilibradas, musculoso e flexível. O pescoço é curto, o peito é leve, o ombro, largo e o tronco, forte. Os aprumos são retos. O rabo apresenta uma graciosa curvatura inclinada”, descreve. “O cavalo não é grande: mede em torno de um metro e meio de altura. Também é manso e dócil, e tem 500 anos de história”.

Londoño explica que o paso fino é parente direto daquelas levas de cavalos que os espanhóis trouxeram para a América Central no fim do século XV. Basicamente, o paso fino tem sangue árabe e andaluz. “Na Cordilheira dos Andes, esses cavalos viveram uma longa adaptação ao calor e ao frio. Eles se dão bem tanto na beira do oceano quanto em montanhas de três mil metros de altura”, garante o veterinário.

No Brasil, também existem cavalos paso fino, mas com um nome diferente: são os marchadores. Encontramos alguns numa centenária fazenda de criação no município mineiro de Florestal, a 70 quilômetros de Belo Horizonte.

Lá vive o professor Paulo Roberto Ribeiro, que é especialista em andamento. Ele explica que quatro raças desenvolvidas no Brasil – no sul de Minas, em regiões montanhosas – se assemelham com a colombiana. “É o piqueira, o campolina, o mangalarga e o mangalarga marchador”, enumera.

Essas raças brasileiras, assim como o paso fino, também são descendentes dos cavalos ibéricos que os colonizadores trouxeram. “As pessoas que utilizavam esses animais precisavam de animais mais equilibrados para viajar, porque a região era muito íngreme. Principalmente em dias de chuva, esse animal tem que manter um contato direto com o solo”, explica Ribeiro. Os marchadores alternam o duplo e tríplice apoio. Como o paso fino, esses animais se movimentam de forma que sempre duas ou três patas estejam em contato com o solo.

Paulo Roberto compara o estilo do mangalarga com o passo do cavalo crioulo colombiano que tem o nome de “trocha”; no Brasil, é chamado de macha batida. Outros animais mangalarga têm a chamada marcha picada – a que mais se assemelha ao andamento do paso fino.

“Nas apresentações do paso fino, o cavalo trabalha com o passo muito curto. Esses animais não, eles fazem uma marcha de passeio, de viagem, para o cavalo romper mais. É uma passada mais longo do que a que aparece na apresentação do paso fino”.

Ou seja: no Brasil, foi desenvolvido um cavalo para cobrir a maior distância no menor tempo possível, por isso a passada larga; na Colômbia, é o contrário: quanto menor o passo, melhor. A passada do passo fino é mais curta, mas numa freqüência tal que estabiliza a montaria – o cavaleiro pode até se exibir levando um copo d´água na mão, sem derramar.

O passo curto é uma diferença marcante entre o paso fino colombiano e o marchador brasileiro; no entanto, há muitas semelhanças. A aparência é a principal delas: quem não conhece pode facilmente confundir as raças.

Foi montado que o homem escreveu boa parte da sua história – em viagens para conquistar amores, amizades e territórios. Montados nos mangalargas e no paso fino, fizemos uma viagem ao mundo das artes: o violonista e compositor Francisco Araújo e a bailarina Luna Negra apresentaram uma performance inspirada no batido dos cascos. Veja a apresentação no vídeo.

Luna Negra, que dança flamenco desde os quatro anos, teve que se desdobrar para acompanhar o passo do paso fino. Na sua coreografia natural, o cavalo chega a fazer dez movimentos por segundo – quer dizer, ele levanta as patas 600 vezes por minuto. Em pouco, a bailarina fica com os pés vermelhos. “É uma covardia dançar do lado deles!”, brinca. “Nós temos movimentos semelhantes na dança, mas com essa velocidade, foi uma surpresa”.
O compositor Francisco Araújo diz que também se sentiu desafiado: nunca tinha trabalhado com uma pulsação rítmica tão frenética e variada. Na partitura, ao transcrever o andamento da marcha para o andamento musical, descobriu que o paso fino chega ao requinte de fazer um ritmo com as patas dianteiras e um outro ritmo diferente com as patas traseiras. “É uma polirritmia, porque o cavalo desenvolve ritmos diferentes. Seriam necessários vários instrumentos de percussão: cada um faz um ritmo diferente, mas dá um todo uniformizado. Cada raça de cavalo tem uma forma rítmica diferente e, neste caso, é musical”, avalia.
Um paso fino colombiano ou peruano, para a lida do dia-a-dia ou para passeio, tem um custo semelhante ao de um mangalarga ou campolina no Brasil: pode variar de R$ 3 mil a R$ 10 mil, conforme a seleção. Os campeões chegam a R$ 100 mil – e nos Estados Unidos, tem negócio com paso fino que chega a US$ 1 milhão.
Veja vídeos no link do globo rural:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM758089-
7823-UM+CAVALO+ESPETACULAR+PARTE+I,00.html

Belíssima reportagem: Nelson Araújo  25.11.2007

 

A POPULAÇÃO EQÜESTRE EM VÁRIAS PARTES DO MUNDO

 

Atualmente a população eqüestre no mundo está em torno de 62 milhões, em toda Europa houve uma perda de mais de 1 milhão de cavalos entre 1992 e 2002, especialmente das raças de tração.
O Brasil possui a segunda maior população de cavalos no mundo, estimada em 6,2 milhões de animais, ficando apenas atrás da china, com aproximadamente 10,2 milhões.
Veja estatísticas da população eqüina em algumas partes do mundo:

AMÉRICA DO NORTE E AMÉRICA CENTRAL

(cavalos 14,1 milhões; mulas 3,8 milhões; burros 3,8 milhões)

 

Canadá- 385 mil cavalos e 4 mil mulas
Estados Unidos- 5,3 milhões de cavalos, 28 mil mulas e 52 mil burros.
México- 6,3 milhões de cavalos, 3,3 milhões de mulas e 3,3 milhões de burros.

AMÉRICA DO SUL

(cavalos 15,7 milhões, mulas 2,8 milhões e burros 4 milhões)

Argentina- 3,9 milhões de cavalo, 180 mil mulas e 95 burros.
Brasil- 6,2 milhões de cavalos, 1,4 milhões de mulas e 1,2 milhão de burros.
Colômbia- 2,6 milhões de cavalos, 622 mil mulas e 595 mil burros.

EUROPA

(cavalos 7 milhões, 262 mil burros e 873 mil burros)

Grã-Bretanha- 184 mil cavalos, 10 mil burros.
Itália- 285 mil cavalos, 10 mil mulas e 23 burros.
Antiga URSS- 4,5 milhões de cavalos, 431 mil burros.
Suíça- 45 mil cavalos e 2 mil burros.

ÁFRICA

(4,9 milhões de cavalos, 1,3 milhão de mulas e 15,5 milhões de burros).

Etiópia- 2,7 milhões de cavalos, 630 mil mulas e 1 milhão de burros.
Marrocos- 155 mil cavalos, 520 mil mulas e 1 milhão de burros.

ÁSIA

( cavalos 15,5 milhões, 5,1 milhões de mulas e 18,4 milhões de burros)

Afeganistão- 104 mil cavalo, 30 mil mulas e 920 mil burros.
China- 8,3 milhões de cavalos, 4,4 milhões de mulas e 8,8 milhões de burros.
Índia- 800 mil cavalos, 200 mil mulas e 1 milhão de burros.
Mongólia- 2,7 milhões de cavalo.

OCEANIA

Nesta região possui somente 382 cavalos, 9 mil burros, sendo parte destes cavalos na Austrália com 220 mil animais. O cavalo selvagem Australiano chamado de brumby foi quase extinto.

 

FONTE: Livro Larousse dos cavalos
AUTOR: Nelson Pessoa Filho (Neco)

 

Cavalo albino usa por dia 30 frascos de protetor solar

 

A onda de calor na Grã-Bretanha está obrigando os tratadores do cavalo albino Blue a aplicarem diariamente cerca de 30 frascos de protetor solar no animal, que integra a tropa da polícia montada de Humberside, no norte do país.

Blue (Azul), apelidado de Sunny (ensolarado), sofre de uma doença genética rara que o deixa com muito pouca melanina e pigmentação na pele.
"Nós temos ficado muito preocupados com o Sunny, principalmente agora que as temperaturas estão disparando", afirmou a policial Claire Doherty, oficial da polícia montada.

Sunny

O cavalo Sunny sofre de uma doença genética rara
Para proteger o eqüino dos perigos solares, a polícia fez um apelo pela internet por doações de protetor solar fator 50, já que o consumo do animal é alto - em média, um cavalo pesa cerca de meia tonelada.
Uma farmácia doou quase 20 litros do creme, que já estão sendo usados no animal durante as suas patrulhas pela cidade costeira de Hull.
Diariamente, antes de sair para as ruas dos estábulos de Northland, na região leste de Yorkshire, os policiais aplicam a loção em Sunny.
Fonte: BBC Brasil.com

 

Estatística de Trabalho no Brasil e nos Estados Unidos nos últimos 7 anos de algumas modalidades modalidades


MANEABILIDADE E VELOCIDADE

   

 

Já na Maneabilidade e Velocidade, ocupa o primeiro posto o importado Pacific Bay Bunny (Bunny’s Bar Boy x Pacific Sugar, por Pacific Bars). Seu representante nas pistas é o quase imbatível Sabidão, com 4 títulos do Congresso Brasileiro e tricampeão do Nacional. Esse castanho é de propriedade de Silvio Meneleu Jill.
VAQUEJADA
  

 

Don Diego Bars é o líder da Vaquejada, acumulando 104 pontos em 11 produtos que participam das derrubadas dos bois. Destacam-se entre seus filhos os campeões Nacionais: Mr Objechion Bars, Princesa Filly HJG e HMA Cadillac. Ele é de propriedade de José Carlos Cavalcanti Gonçalves, titular do Haras Joel Gonçalves, em Pernambuco, e da criação de Elizabeth Munhoz Ferreira (Haras São Matheus).
 RÉDEAS
  
 Na Rédeas, o também importado Melodys Dun It (Hollywood Dun It x Stages Melody, por Skip’n Stage), desaparecido em março de 2005, ocupa a liderança acumulando 304 pontos, com 36 produtos em pista. Campeão nos EUA, produziu no Brasil alguns animais de destaque na Rédeas, como: Ride Lee Melodys; Rei Chex Melodys; Sting Melodys; Absolute Melodys VSJ; Carolines Melody; Melodys Surprise; Melodys Dusty; Poker Melodys; One Taris Melodys; entre outros. Seu proprietário é o paulista Jefferson Butti Abbud, titular do Haras Sacramento (SP).
TRÊS TAMBORES
 

 

 

Em relação às provas de velocidade, aparece o imbatível Shady Leo (Shady Apolo Bars x Miss Tonta Leo, por Byfferin’s Leo). Nascido em 1978, ele foi criado pelo Haras 4 Irmãos (SP), tendo como seu último proprietário a Fazenda Caruana (SP). Mesmo desaparecido em janeiro de 2000, esse garanhão mantém a primeira posição absoluta como pai em três modalidades de Trabalho: Três Tambores, com 69 produtos, totalizou 1.992,5 pontos; em Seis Balizas, com 59 filhos soma 1.036 pontos; e nos Cinco Tambores com 11 produtos e 28,5 pontos.
WESTERN PLEASUTE

 

 

 Com 7,5 pontos quem encabeça a lista dos líderes em Western Pleasure é Black Shady. Filho de Shady Apolo Bars e Tina Berro, por Gatuno, esse garanhão da tradicional criação paulista da Fazenda Berrante e propriedade de Tarciso Pereira, de Tocantins, obteve 7,5 pontos por intermédio de sua filha Rose Shady SLN, tricampeã do Congresso e do Nacional.

Fonte: ANQM

 

CIDADANIA EQÜINA



Depois de um longo dia de trabalho puxando carroça, levando chicotadas e usando aquele negócio nos olhos para não olhar para os lados, os pobres cavalos bem que mereciam um pouco de atenção, né? E como eles ainda não aprenderam a fazer greve e lutar pelos seus direitos, alguém resolveu defender a causa deles!
Desde 2 de janeiro de 2002, o prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, aprovou a lei que garante licença-maternidade para éguas e horário de trabalho para burros e eqüinos. Além disso, todas as carroças movidas por animais terão que possuir placas! A lei também diz que os animais devem trabalhar com habilitação.O projeto é do vereador (e ator) do Rio Cláudio Cavalcanti.
Se o dono do animal quiser ser espertinho e descumprir a lei, terá de desembolsar um salário mínimo.
Você já ouviu falar da jornada de trabalho? É por causa dela que seus pais têm um determinado horário de trabalho e descanso! No Rio, os animais trabalharão das 8h às 12h, ganharão uma hora de descanso para voltar ao serviço das 13h às 17h. Pensa que é só isso? Que nada! Eles não poderão trabalhar aos domingos também!
Agora só resta saber se os cavalos receberão um "vale-alfafa" para as horas de almoço...

Fonte: Central de Notícias.
Revisão: Antonieta Monteiro – Jornalismo – Cavalomania.

 

Dicas aos proprietários cavalos para carga

 


Carga: não carregue mais de 100 a 150 kg por viagem, pois somados aos 100 kg de peso da carroça o animal estará puxando em torno de 200 a 250 kg. Cuidado com sucatas de metal que tem grande peso e pouco volume. A força do cavalo tem limites!
Saúde: O cavalo apesar do seu tamanho é um animal de saúde frágil. Sinais de doença podem ser detectados pelos seguintes sintomas – apatia, embotamento dos olhos, pelagem sem vida, corrimento nasal. Observe se tem feridas, arranhões, nódulos, parasitas ou temperatura elevada (febre). A inspeção diária do cavalo e uma apalpação do seu corpo, oferecem ao seu responsável uma idéia do seu estado de saúde e a possibilidade de detectar uma doença antes de ela se desenvolver. Cavalo fraco e doente não pode trabalhar!
Jornada de trabalho: estabeleça uma jornada de trabalho para o seu cavalo de no máximo 5 h consecutivas, prevendo no mínimo duas paradas de 15 minutos para o descanso do animal. Cavalo que trabalha cansado fica doente!
Arreios: devem estar ajustados à anatomia do animal para evitar ferida.
Freio: todas as carroças são obrigadas a ter sistema de freios com alavanca. Muitos carroceiros usam a boca do cavalo como freio. O bridão (que é um ferro com um nó no centro), mal colocado pressiona e amortece os maxilares, causando dor e feridas no céu da boca, tornando-se um terrível instrumento de tortura para o animal.
E sobretudo lembre-se sempre: CARROCEIRO LEGAL NÃO MALTRATA O SEU ANIMAL!
O carroceiro que transita com cavalo magro, doente, cansado ou com sobrecarga está sujeito às penalidades das leis municipais e federais.

Fonte: Prefeitura municipal de Florianópolis.
Revisão: Antonieta Monteiro – Jornalismo / Cavalomania.

 

Conheça as novas pelagens oficiais do Quarto de Milha

Cremelo e Perlino:

Cremelo:



   Seu pelo pode ser branco ou creme bem claro, crina e cauda brancas, pele cor-de-rosa ou rosada por todo o corpo e olhos azuis.

Perlino:



   É a pelagem creme bem clara ou branca, pele rosa ou roseada, crina, cauda e extremidades normalmente tem uma tonalidade mais escura cobre ou laranja e olhos azuis.

Outras pelagens oficiais do Quarto de Milha:

Alazão:
  

  É a pelagem em que o pêlo do corpo, crina, cauda e membros apresentam a mesma tonalidade.

 

Alazão Tostado:


  

  É a pelagem em que a tonalidade é homogênea, semelhante à borra do café. A crina, cauda e membros apresentam a mesma tonalidade do resto do corpo. Esta pelagem pode ser confundida com o preto o zaino quando, ao sol, apresenta reflexos para o vermelho.

   Baio Amarilho:


  

  É aquela de tom creme ou amarelo ouro, apresentando a crina e a cauda obrigatoriamente brancas e os membros com a mesma tonalidade do corpo.

 

Castanho:


  O animal apresenta pelagem "avermelhada" com as extremidades pretas - crina, cauda e membrosorpo.

Lobuno:



  É a pelagem acinzentada ou esfumaçada e que, por esse motivo, é também conhecida como pêlo de rato e deve apresentar as extremidades pretas.

Preto:



  É a pelagem em que o pêlo do corpo, crina, cauda e membros apresentam a mesma tonalidade.

Rosilho:



É a pelagem básica castanha ou alazã, com grande infiltração de pêlos brancos pelo corpo, com incidência maior nos flancos e virilhas. A distribuição dos pêlos pelo corpo poderá ser homogênea, mas a cabeça e as extremidades mantêm a pelagem básica alazã ou castanha. Seu aparecimento se caracteriza póstero-anterior, ou seja, de trás para frente e também por ser observada com maior intensidade nas partes posteriores do corpo.

Tordilho:


   É a pelagem que apresenta a cor básica, com infiltração progressiva de pêlos brancos e de uma maneira homogênea em todo o corpo. Esta pelagem se caracteriza pelo seu aparecimento a partir do 3º ou 4º mês de idade do potro e sempre em sentido ântero-posterior, ou seja, da cabeça para o corpo, mais especificamente nos olhos, bochechas e parte interna das orelhas e, mais tarde pelo corpo todo. A pelagem tordilha, por ser de caráter genético é dominante.
   Para ser apresentada em um animal, pelo menos um de seus pais tem que ser de pelagem tordilha a diferença marcante entre a pelagem TORDILHA com a ROSILHA é que a TORDILHA tem uma distribuição homogênea de pêlos brancos, enquanto que na ROSILHA, a incidência dos pêlos brancos é maior em algumas regiões do corpo e não se apresenta na cabeça, exceção feita à determinadas áreas como estrelas, listras e manchas. Outro detalhe deve ser lembrado com relação a pelagem tordilha: o fato de um ou ambos os pais de um produto ser tordilho não implica que o animal tenha que apresentar essa pelagem.

Zaino:



   É a pelagem em que pêlos pretos e castanhos se entremeiam, dando uma tonalidade geral escura, com regiões como bochechas, axilas, flancos e virilhas com tonalidade amareladas, bem mais claras que as demais partes do corpo.

OBS: Os produtos albinóides Quarto de Milha nascidos a partir de 01/07/2004 poderão ser registrados, desde que, seus pais e suas mães sejam Quarto de Milha registrados e suas genealogias sejam confirmadas através de exames biológicos (DNA), e assim, com os mesmos direitos dos demais animais registrados.
   A ANQM lembra que animais já registrados anteriormente em outras associações não poderão ser registrados na ABQM.

Fonte: ANQM
Formatação: Antoniêta Monteiro- Jornalismo Cavalomania

 

Pelagem


Os pêlos corporais consistem de subpelagem e sobrepelagem ou longos sobrepêlos. A morfologia e o tipo de melanossomo (eumelanossomo e phaeumelanossomo) e a distribuição diferem nestes dois tipos de pêlos. Os pêlos da crina e cauda do cavalo são de um terceiro tipo, dando origem a uma outra variação de cor.
Pelagem é o conjunto de pêlos, de uma ou mais cores, espalhados pela superfície do corpo, em distribuição e disposição variadas, cujo conjunto todo determina a cor do animal. A cor da pelagem em mamíferos se dá devido à presença de pigmentos granulosos compostos por melanina numa proteína estrutural. As células onde ocorre a produção de melanina (pigmento protéico) são chamadas de melanócitos, e os grânulos de pigmentos resultantes são conhecidos como: eumelanossomo que dá cor escura, preto e castanho; ou phaeumelanossomo que dá cor clara, amarelo, bronze e vermelho.
Destacamos nessa classificação, três modalidades de coloração de pelagem: Simples; Composta e Conjugada.

Pelagem simples

Quando existe uniformidade de pigmentação, isto é, quando todos os pelos do animal são da mesma cor e/ou mais claros nas extremidades. Estas pelagens apresentam quatro tipos distintos: o branco, o alazão, o baio e o preto.
Tipo branco


Se subdivide, por sua vez em:
a) branco amarelado: branco com tonalidade amarelada, proveniente da cor da pele. (rósea.)
b) branco porcelana: branco com reflexos azulados, proveniente da pele escura.
c) branco leite: branco com tonalidade de coloração opaca.
Tipo alazão

Inclui matizes que vão do vermelho aloirado até o vermelho. As principais variedades são:
a) alazão claro: vermelho de tonalidade clara.
b) alazão lavado: vermelho de tonalidade mais clara que o precedente.
c) alazão tostado: vermelho de tonalidade escura semelhante ao mogno.
d) alazão queimado: vermelho com tonalidade carregada.
e) alazão cereja: vermelho alourado, da cor cereja.
Obs.: O alazão é geneticamente recessivo.
Tipo baio simples

De matizes amarelo claro até o amarelo escuro (nas extremidades):
a) baio claro: amarelo claro.
b) baio escuro: amarelo com tonalidade mais forte.
c) baio simples: amarelo com tonalidade intermediária aos dois precedentes.
d) baio amarilho: amarelo com tonalidade dourada, tipo gema de ovo.
Tipo preto:

De matizes que vão do preto brilhante até o preto opaco:
a) preto mal-tinto: preto com tonalidade opaca, desbotada.
b) preto murzelo: preto com tons arroxeados como de amora.
c) preto azeviche: preto com tonalidade brilhante.

 

Pelagem composta

Quando não existe uniformidade de pigmentação, isto é, quando os pelos apresentam duas ou mais cores diferentes e extremidades escuras.Estas pelagens apresentam quatro tipos distintos: o lobeiro (ou rato), o tordilho, o rosilho e o castanho.
 Lobeiro ou rato

Tem esse nome porque sua pigmentação apresenta um matiz pardo acinzentado, lembrando um lobo ou um rato. Esse tipo se subdivide em três variedades:
a) lobeiro ou rato claro: predominância do amarelo acinzentado.
b) lobeiro ou rato comum: tonalidade parda.
c) lobeiro ou rato escuro: tonalidade pardo-carregada.
Tordilho

Apresenta a combinação das cores preta e branca, sua variedade é a seguinte:
a) tordilho claro: predominância da cor branca em sua totalidade. b) tordilho comum: mescla de pelos brancos e pretos em igual proporção.
c) tordilho escuro: no seu conjunto predomina a cor negra.
d) tordilho rodado: quando a cor negra apresenta-se aglomerada formando malhas redondas.
e) Tordilho negro: quando predomina o preto mas a cabeça não é negra no seu conjunto.

 

Rosilho

Apresenta uma combinação de pelos brancos e vermelhos, dando ao conjunto um matiz róseo, podendo apresentar extremidades claras: variedade é a seguinte:
a)rosilho claro: predominância da cor branca, coloração rosada clara.
b) rosilho comum: proporção igual de vermelho e branco, coloração rósea.
c) rosilho escuro: predominância da cor vermelha, coloração avermelhada.
d) rosilho ruão-claro: predominância da cor branca num fundo castanho claro.
e) rosilho ruão escuro: predominância da cor preta num findo castanho forte.
f) rosilho mão-comum: proporção da cor branca com o findo castanho.
Castanho

Caracteriza-se pela coloração vermelha, de matizes claro ao escuro na região do corpo e extremidades negras. Apresenta as seguintes variedades:
a) castanho claro: vermelho pouco intenso, desbotado.
b) castanho escuro: vermelho escuro intenso, aproximando-se do preto.
c) castanho zaino: igual ao castanho escuro, porém não admitindo particularidades de pelos brancos.

Pelagem Conjugada

Quando não existe uniformidade de pigmentação, isto é, quando os pelos apresentam duas ou mais cores diferentes, sendo que uma cor forma malhas ou pintas conjugadas à cor branca. A cor predominante forma o fundo da pelagem e a menor as malhas (pampa) ou pintas (pintado).
  

 

Prepare a enfermagem de seu haras

A fim de atender as ocorrências diárias ou urgentes de profilaxia ou tratamento de saúde dos eqüinos, é fundamental ter no centro criatório um mínimo de instrumental e drogas em local de fácil localização e acesso.

Instrumental e Material

- Seringas: de vidro 100 cc ou descartáveis de 10, 20, até 50cc
- Agulhas: hipodérmicas diversas de suturas diversas de sangria
- Pinças: hemostática de dissecação
- Tesouras: curva e reta
- Sonda: estomacal e naseosofageana
- Cabo e Lâmina de Bisturi
- Espéculo tipo Polanski
- Esterilizador de água para dois litros
- Fetódomo completo
- Fios para fetotomia
- Porta-agulhas Mathieu
- Algodão
- Ataduras Elásticas
- Trocater de Punção

Drogas

- Álcool
- Água oxigenada
- Antibióticos injetáveis
- Bicarbonato de Sódio
- Britimirina solução
- Licor de Vitale
- Pomada cicatrizante
- Pomada repelente
- Soro antiofídico, protópico e crotálico
- Sulfanilamida

Injeções

- Endovenosa (Veias) : Na veia jugular; agulhas 30 x 15.
- Subcutâneas (Entre o coro e a musculatura): de preferência na tábua do pescoço, atrás da paleta ou na face interna da coxa; agulhas: 15 x 12 ou 20 x 10.
- Intramuscular (no músculo): de preferência na anca, peito ou pescoço.

 

Veja a classificação em que seu cavalo se enquadra

A "raça" é um conjunto de indivíduos que apresenta características de conformação e funcionalidade, isto é, caracteres somáticos, semelhantes que se transmitem por hereditariedade, sendo que podemos reconhecer uma raça quando existe a fixação e a uniformização de características transmissíveis.
O papel de uma associação de criadores é muito importante, pois visa uma maior uniformização dos animais através do padrão racial que se estabelece. Compreendendo-se por padrão racial, os parâmetros definidos de um tipo ideal que se pretenda criar e desenvolver.
Atualmente desenvolve-se três tipos ideais de cavalo de acordo com sua finalidade ou aptidão para o trabalho:

Cavalo de Sela


É aquele que podemos "enquadrar" dentro de um quadrado perfeito, isto é, deve ter o comprimento do corpo igual à sua altura. Exemplo: Andaluz, Apaloosa, Árabe, Campolina, Crioula, Mangalarga.

Cavalo de Corrida ou Esporte

Pode ser "enquadrado" num retângulo, com base maior que a altura, isto é, tem a sua altura menor que o comprimento do corpo. Exemplo: PSI, Brasileiro de Hipismo, Hanoveriano.

Cavalo de Tração (Tiro)

Pode ser "enquadrado" dentro de um retângulo com base menor que a altura, isto é, a sua altura é maior que o comprimento do corpo. Exemplo: Trotador (Tiro Leve), Bretão, Percheron.

Quanto às formas os cavalos podem ser classificados em:

Quanto à conformação
a) Brevilineo
b) Mediolíneo
c) Longelíneo
Quanto ao peso
a) Hipermétrico ( mais de 550 Kgs)
b) Eumétrico (de 350 kgs a 550 kgs)
c) Hipométrtco (menos de 350 kgs)
Quanto ao perfil da cabeça
a) Convexilineo
b) Retilíneo
c) Concavilíneo Portanto, dentro das "raças" encontramos animais descriminados a partir dos tipos descritos acima.

Grupos de raças:

Podemos classificar as "raças" de eqüinos em três grupos:
Sangue-Quente, Sangue- Frio e Meio- Sangue Sangue-Quente ou puro-sangue:
São animais de porte nobre, de muita vivacidade e grande energia (tratamento sanguíneo), dando origem às raças de sela e velocidade.
Sangue-Frio ou tiro: São animais de grande volume muscular geralmente de maior estatura e temperamento linfático. Deram origem as raças de tração, são lerdos e grosseiros.
Meio-Sangue: São animais mestiços, resultantes do cruzamento de dois tipos citados.

Cruzamentos

Cruzamento é o acasalamento de indivíduos de raças diferentes sendo o tipo mais utilizado, o denominado absorvente ou contínuo.
Exemplos:
a) Se utilizarmos um reprodutor de raça puro-sangue inglesa (PSI) com uma égua comum, teremos no primeiro cruzamento, um produto 1/2 sangue PSI.
b) Numa segunda fase, se cruzarmos um reprodutor PSI com o produto do primeiro cruzamento (1/2 sangue) teremos um produto % de sangue PSI; assim, sucessivamente (7/8, 15/16), teremos um apuramento da raça que ao atingirmos o grau de sangue 31/32, teremos um produto admitido com puro por Cruza (PC).
Padrões ideais para determinarmos a categoria do animal em função de sua aptidão para o trabalho (sela, corrida ou tração).
Linha de agilidade:............AC = ou > que AB
Linha da resistência:........AD = ou < que
DE Linha de elegância:............AG = ou < que GH
Observação:
A linha AD passa pela altura do Omoplata.
A linha GH passa pela altura do Fêmur.

Índices Ideais para o Cavalo de Sela

Índice de Baron e Crevat - fórmula: I = T2/A, o resultado bom deve aproximar-se do índice 2,1125.
Quanto maior o índice, mais se aproxima do tipo (forte) tração; quanto menor for o índice, mais fraco será o animal.
1 = T2/A
1 = índice
T = Perímetro Torácico
A = Altura tomada da cernelha
No comprimento do corpo, articulação escápulo-humeral, até a ponta da nádega, Multiplica-se este número por 100 e divide-se o resultado pelo perímetro torácico.
Índices Bons: 85/86/87/88; nos resultados menores que 85, o animal será considerado pesado demais, e acima de 88 demasiado delicado para sela.
IC x 100/PT
C = Comprimento do corpo x 100
PT = Perímetro Torácico

Índice Ideal Déctilo-Torácico

Exprime a relação entre o perímetro da canela e o perímetro torácico.
Fórmula: IDT = PC/PT.
O índice ideal está entre os números 0,105 e 0,108, sendo que o menor significa debilidade e o maior mais força, propício a tração. IDT = PC/ PT
PC = Perímetro da canela
PT = Perímetro torácico

Cálculo do Peso de um Cavalo:

Sem o uso da balança, pode-se chegar a um valor muito próximo do real peso do animal, usando-se a fórmula: P = C3 x 80.
P = Peso Procurado
C3 = Perímetro Torácico elevado ao Cubo
80 = Constante

 

Os Dragões da Independência

 

 

Dragões da Independência é o nome pelo qual o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas passou a ser chamado em 1927. São eles que fazem a guarda e segurança do presidente da República. Desde 1966, o regimento está aquartelado em Brasília (DF).

O 1° Regimento de Cavalaria de Guardas foi criado na época colonial, em 13 de maio de 1808, por um decreto de D. João VI.

A função do regimento era fazer a guarda da família real, que naquele ano havia se refugiado no Brasil devido à invasão de Portugal pelo exército francês. Desde então, a tarefa de proteger o mandatário do poder no Brasil era uma atribuição do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas.

Eram os dragões (soldados da cavalaria) que acompanhavam D. Pedro I quando ele declarou a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. No famoso quadro de Pedro Américo, que retrata o “Grito do Ipiranga”, são eles que saúdam, com o Príncipe, a emancipação do país.


Os Dragões da Independência usam um fardamento do século XIX, em branco e vermelho, que são as cores tradicionais da cavalaria desde a Idade Média. Em festas cívicas e algumas competições esportivas de hipismo, os dragões e os animais do regimento se apresentam e fazem demonstrações de agilidade e destreza.


Atualmente, os Dragões da Independência também se destacam como colaboradores no desenvolvimento de medicamentos em ciências veterinárias, visando o cuidado e o bem-estar dos animais da cavalaria.

Fonte: Presidência da República.

Você sabia ?

           Você sabia que castigar seu cavalo só o torna mais irritado e medroso? O cavalo é muito sensível à voz, aos bons tratos e aos carinhos. Ele é muito paciente, porém um dos maiores "segredos" de um bom adestrador é justamente descobrir, "pacientemente" os limites do animal.
         Você sabia que o cavalo prima pela sua excelente memória associativa, e que a dificuldade para “readestrá-lo" (corrigir más lições), é muito difícil justamente por esse razão?

          Muitas pessoas têm o costume de dar cenoura para seu cavalo como forma de agrado, já que esses animais adoram esse tipo legumes. Além de agradar os cavalos, a cenoura também ajuda na digestão, prevenindo complicações estomacais e abdominais. Ele fica feliz e sadio!
 
         A parte superior dos membros determina o movimento e a parte inferior suporta o peso. As articulações permitem que os membros se dobrem e atuem como amortecedores.Os tendões ligam os ossos aos músculos, permitindo que estes movimentam toda a perna. Cuide-os muito bem!

          Cavalo mais pesado: Brooklin Supreme, garanhão puro sangue Belga, nasceu em 12 de abril de 1928 e morreu em 1948, pesava 1.440 kg.
          Cavalo mais baixo: Pônei da raça Shetland, chamava-se "Meia Noite", por ter nascido às 24,00 no ano de 1969 em Melbourne na Austrália, tinha 36 cm de altura.
         Cavalos mais velhos: Não há provas cabais de tal fato, porém consta que em Pebbles Bay, Península de Gower, Sul de Gales, havia um pônei gaulês com 66 anos de idade. Em 1919, perfeitamente documentado, morreu um pônei garanhão com 54 anos. Em 1969, em uma fazenda nas cercanias de Danville, Missouri, (EUA), a égua "Nelie", morreu de ataque cardíaco aos 53 anos.
          
             Você sabia que o trabalho ao passo no exterior é um elemento importante para o desenvolvimento da calma do cavalo novo? O cavalo novo deverá habituar-se a "passar" por tudo, sem nada temer. Ele poderá estranhar muitas coisas, e o cavaleiro deverá, com muita paciência, mostrar os objetos até que o animal não tenha medo de nada. As irregularidades do terreno farão com que o animal se habitue com o sobrepeso do cavaleiro em seu dorso, aprimorando seu equilíbrio.
            A primeira competição de saltos que se tem registro na história foi realizada em Londres, Inglaterra em 1869, pela Agricultural Hall, e as competições de Adestramento surgiram no século 16, em Academias de Equitação na Itália e na França. Já a prova dos três dias, (CCE) nasceu das corridas de Enduro.
Pesquisa e Revisão: Antoniêta Monteiro: Jornalismo Cavalomania.

 


* Apenas humanos e cavalos é que possuem hímenes.

* Hipofobia e Equinofobia - é o pânico ou medo, que algumas pessoas tem de cavalos.

* Os cavalos não conseguem vomitar.

* Não há cavalos brancos. Eles são chamados cavalos cinzentos porque têm pequenos pelos pretos e brancos que combinam e formam a sua cor esbranquiçada.

Os cavalos que são brancos, têm olhos, boca e orelhas cor-de-rosa e são chamados albinos.

* A China não só é o país com mais populoso do mundo, mas também o país com mais cavalos (10.000.000) .

* Os cavalos da Idade Média tinham de ser capazes de transportar até 400 Kg, isto incluía o cavaleiro, a armadura do cavaleiro, a sela e a própria armadura do cavalo.

* Com os seus longos pulmões a enorme coração, os cavalos foram feitos para correr. Saltar não é uma atividade natural dos cavalos, a maior parte deles dá a volta ao obstáculo. É necessário um treino especial para os habituar a saltar.

* A cópula dos cavalos pode durar entre 2 minutos e meia hora.

* Os cavalos gastam mais energia quando estão deitados do que quando estão de pé.

* A palavra "hipopótamo" vem do Grego e significa "cavalo do rio".

* A cabeça de um cavalo pesa cerca de 5,5 Kg.

* Os cavalos não conseguem respirar pela boca.

* O coração de um cavalo pesa cerca de 4,5 Kg.

* A população mundial de cavalos está estimada em 75.000.000.

* Numa estátua de uma pessoa sentada num cavalo, se o cavalo tiver as duas patas da frente levantadas, significa que essa pessoa morreu em batalha. Se tiver apenas uma pata levantada, significa que essa pessoa morreu de ferimentos resultantes de uma batalha. Se o cavalo tiver todas as patas no chão, significa que a pessoa teve uma morte natural.

* Calígula, o Imperador Romano entre 37-41 a.C. apontou o seu cavalo preferido como cônsul e co-governante de Roma.

Fonte: Lusitano Bremerhaven, Alemanha.
Adaptação e revisão: Antonieta Monteiro – Jornalismo / Cavalomania.