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Por. Dr. Ciro Pinheiro Mathias Franco, Medico Veterinário
Afinal o que é MORMO ?
Em algumas regiões o mormo é conhecido como” lamparão”, “farcinose”,” mal de mormo” , “catarro de burro” entre outras nomenclaturas populares .
O mormo é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria, que acomete principalmente os eqüídeos, podendo também acometer o HOMEM, os carnívoros e eventualmente os pequenos ruminantes.
O agente etiológico é a Burkholderia mallei. bacilo gran-negativo.
No passado, o mormo ocorria em todo o mundo devido a grande utilização dos eqüídeos, com o passar do tempo a utilização dos eqüídeos foi diminuindo e os procedimentos em combate as doenças foram desenvolvendo assim diminuindo a incidência em todo o mundo .
A doença foi descrita pela primeira vez no Brasil em 1.811, introduzida, provavelmente por animais infectados importados da Europa (PIMENTEL,1938)
Como meu cavalo pode se contaminar?
A principal via de infecção é a digestiva, podendo ocorrer pelas vias aéreas, genital e cutânea.
A disseminação do mormo no ambiente ocorre pelos alimentos, bebedouros, cochos, embocaduras e raramente utensílio de montaria.
A principal forma de excreção da B.mallei do organismos é pela via nasal e oral devido ao rompimento de lesões pulmonares causadas pela doença .
Quais os sintomas do cavalo com MORMO?
São três formas mais freqüentes:
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Cutânea, linfática, respiratória, o mesmo animal pode apresentar as três formas.:
Os sinais clínicos
mais freqüentes são :
- febre.
- Tosse
- Corrimento sasal
- Emagrecimento
- Lesões na pele , no inicio nodulares evoluem para ulceras e apóscicatrização lesões em forma deestrela.
O aparecimento das lesões na pele é característica da fase crônica da doença.
O diagnostico definitivo da doença é concluído por exame laboratorial, pois os sinais clínicos são parecidos com o de outras doenças .
Quais implicações que podem ocorrer no aparecimento de um caso de MORMO?
O mormo é uma doença infecto-contagiosa que acomete principalmente os eqüídeos, podendo também acometer, carnívoros, eventualmente pequenos ruminantes o e HOMEM, sendo assim é uma zoonose.
É uma doença de notificação obrigatória, normalmente quando ocorre aparecimento de um caso são tomadas medidas de controle do transito animal por tempo indeterminado.
Como prevenir que meu cavalo se contamine com a doença ?
Infelizmente não existem tratamentos nem vacinas eficazes contra o mormo.
A prevenção e controle da doença baseia-se na interdição de propriedades com focos comprovados, sacrifício dos animais comprovados por testes positivos oficiais por profissional da Defesa Sanitária Oficial .
Participar apenas de eventos eqüestres que obriguem o exame negativo de mormo, no prazo de validade correto em regiões e em situações de risco da doença. Alem de obedecer as regras impostas pelas autoridades sanitárias destas regiões..
Dr. Ciro Pinheiro Mathias Franco
Medico Veterinário - atuante em medicina e
Odontologia eqüina.
Cel. (11) 9814-6666
E-mail ciromedvet@ig.com.br
www.dentistadecavalo.com.br |
De olho na boca dos cavalos |
Até em cavalo dado deve-se olhar os dentes!!!

A rotina no cuidado dos
dentes é essencial para
boa saúde, bem estar e
bom desempenho dos
cavalos.
O cavalo é um herbívoro nômade, tem seus dentes preparados para o pastoreio. Na natureza alimentava-se dos diversos tipos de forragens existentes em seu ambiente, assim causando um desgaste lento e mais homogêneo.
O homem alterou as dietas e padrões alimentares dos cavalos com a domesticação e confinamento, desta forma tornou os eqüinos mais suscetíveis aos problemas que se referem aos dentes e a mordedura.
São necessários exames periódicos que se inicia logo após o nascimento, a fim de identificar uma possível alteração congênita. Esse exame deve ser contínuo.
Logo após o nascimento o animal deve ser examinado, pois pode apresentar problemas, no palato (céu da boca), projeções e deformidades de maxila (onde se encere o grupo dos dentes superiores) e mandíbula (onde se encere o grupo dos dentes inferior).
Até aos 5 anos são indicados exames semestrais pois não é raro encontrar casos de dentes decíduos persistentes ( dentes de leite que deveriam cair ) fragmentos que devem ser extraídos, caso esse problema não seja corrigido pode causar mal oclusão ( contato inadequado entre dentes inferiores e superiores) pela erupção desordenada dos dentes.
Em animais com idade superiores a 5 anos são comuns encontrarmos pontas e deformações nas arcadas proporcionando mal oclusão dos dentes molares (grupo de dentes posteriores ) e incisivos (grupo de dentes anteriores).
Na fase de doma e treinamento é essencial o exame dos dentes pois o conforto promovido pelo tratamento torna o trabalho do treinador e o aprendizado do cavalo mais fácil e menos estressante. Melhorando, por conseqüência, o resultado final.
É muito comum encontrar o “dente lobo” Este dente é vestigial é considerado o 1º pré-molar, não tem função na mastigação, mas pode ferir as bochechas, a língua, e/ou entrar em choque com o bridão, podendo ser extremamente desconfortável. A extração desse dente é parte da rotina do tratamento dentário. “não confunda o dentes lobos com os caninos presente nos machos e em algumas fêmeas.
“Desta forma podemos apontar a grande Importância do exame dos dentes do eqüino neonato ate o sênior”
Todos os cavalos devem ter seus dentes examinados no mínimo uma vez por ano, mesmo sem apresentar sintomas de problemas.
Quando o cavalo precisa de exame dos dentes ?
Nos casos de:
- Perda de peso.
- Dificuldade de engordar.
- Incomodo com a embocadura,
- puxão nas rédeas
- abaixa e levanta a cabeça com freqüência durante a montaria .
- balança a cabeça de um lado para o outro
- relutância com agressividade
- Derrame de ração fora do cocho
- Lentidão na mastigação e deglutição.
- Deposição do alimento dentro da boca
- Dificuldade da apreensão do alimento
- Cólicas recorrentes
- Fibras de capim longas e grãos não quebrados nas fezes
- Descarga nasal
- Aumento de volume na cara
- Fistulas facial.
- Problemas considerados de temperamento ou doma
Cavalos que tem acompanhamento dos seus dentes periodicamente possuem melhor mastigação e digestão, apresentam uma considerável melhora no aproveitamento dos alimentos diminuindo o risco de cólica.
Percebesse conforto nas rédeas, regularidades de andamento e manobras.
A odontologia favorece melhoras notáveis nos animais, nos aspectos nutricionais e comportamentais, promovendo uma boa saúde e melhor desempenho dentro de suas atividades eqüestres. Sem contar o aumento da longevidade e vida útil.
Os exames e as correções dos dentes só devem ser feitos por um Médico Veterinário especializados ele saberá quais técnicas e equipamentos a serem utilizados, tipos de sedação e anestesia referente a cada caso em particular. Intervenções inadequadas poderão causar traumas e danos irreparáveis aos dentes, articulações e de todo conjunto relacionado a mastigação mais informações www.dentistadecavalo.com.br .
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Dr. Ciro Pinheiro Mathias Franco
Medico Veterinário - atuante em odontologia eqüina.
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Por Dr. Hernani Azevedo Silva Neto
Se seu cavalo não transpira adequadamente, tem o pêlo sem brilho e aparentemente está sempre cansado, ele pode ser portador da patologia que dá nome a esse artigo. Em algumas regiões do Brasil, se diz que ele está "assoleado" e, em outras, "seco".
Muitas vezes o próprio animal procura maneiras de se refrescar, ficando sempre na sombra quando está solto. Muitas vezes, quando se encontra alojado na baia, fica tentando refrescar-se no cocho de água, várias vezes enfiando toda a cabeça dentro d'agua.
A anidrose dos trópicos ou falência da sudorese é uma patologia não tão rara, mas raramente diagnosticada.
O cavalo para criar movimento é uma máquina que converte os substratos dos alimentos em combustível. Esse processo produz calor. A produção de energia tem um aproveitamento de 20% e os 80% remanescentes geram calor. Sem um mecanismo que dissipe este calor de forma adequada, o animal tem sua temperatura corporal elevada.
O meio mais significante do cavalo perder calor é por meio da transpiração pela pele. Assim como nos cães, isso ocorre por meio da língua. No cavalo, a perda por intermédio da transpiração é responsável por 65% dessa perda e 25% são perdidos pela respiração com o ar quente expelido.
Quando um animal é removido para áreas quentes, úmidas ou habita nelas, ele pode ter sua transpiração prejudicada, ocasionando a anidrose. Quando um cavalo é removido para uma região como essa, ele necessita de pelo menos 10 dias para sofrer alterações metabólicas para se "aclimatar". Muitas vezes ele não consegue, dando início ao quadro de anidrose.
Sinais clínicos da anidrose
O primeiro sinal que aparece é a alopecia (queda ou ausência de pelos) na face e a diminuição da sudorese que, muitas vezes, fica restrita na área debaixo da sela e entre as coxas dos animais.
A pele se torna seca, quente e a freqüência respiratória fica nitidamente acelerada, notada ate mesmo por um leigo.
Esses sinais podem aparecer abruptamente ou lentamente. Muitas vezes notamos apenas uma performance pobre, perda do apetite; o animal bebe menos água e parece letárgico ou cansado.
Um animal deve ter sua temperatura corporal normalizada após 30 minutos do final do exercício. Se a temperatura tirada do reto for maior do que 42º.C, o cavalo poderá colapsar.
Causa da anidrose
A anidrose é causada por alterações nas células das glândulas sudoríparas e, à medida que a alopecia (queda dos pelos) aumenta, crescem as lesões das glândulas e conseqüentemente o animal deixa de transpirar.
Isso explica o fato de que um animal que sofreu essa patologia, quando estressado, freqüentemente volta a apresentar o quadro.
Algumas linhagens são mais suscetíveis do que outras e sabidamente animais que habitam regiões quentes também o são, sendo esta a maior causadora da patologia.
Animais obesos em regiões quentes e úmidas são as maiores vítimas.
Uma vez o animal identificado como anidrótico, o manejo adequado é fundamental para melhorar seu bem estar.
Removê-lo do local quente e úmido é o melhor "tratamento". Muitas vezes, ele deve ser afastado de sua função, seja ela atlética ou reprodutiva, para que sua vida não seja colocada em perigo.
Nos casos mais brandos, devemos trabalhá-lo nos horários mais frescos, sem capa, e mantê-lo em baias frescas e arejadas pode tornar viável o treinamento.
Dieta dos animais
Ao contrário do que parece à primeira vista, as forragens de gramíneas são bem vindas na dieta. Já a alfafa, por seu alto teor protéico, gera calor e é nociva nesses animais doentes. O concentrado (rações) também são nocivos e não devem superar 0,5% do peso do animal.
Nesse caso, a dieta deve ter o aporte de gorduras aumentado para suprir o baixo teor energético da dieta, pois as gorduras produzem energia sem produzir calor.
O sal (NaCl ou sal de cozinha ou sal grosso) é essencial, assim como a água, mas o que deve se salientar é o equilíbrio eletrolítico.
Terapia medicamentosa
O uso oral de produtos, que contenham tirosina e cobalto juntamente com eletrólitos, não é mágico como preconizam alguns fabricantes. Da mesma forma, o uso de caseína iodatada e a ingestão forçada de sal (NaCl) não se mostraram efetivos.
O Clembuterol, droga utilizada para algumas patologias respiratórias, é comumente utilizado no intuito de aumentar a sudorese mas, na verdade, ela pode sim provocar a anidrose, temporariamente.
Quando o manejo é ineficaz


Quando todo o manejo se mostrou ineficaz, só nos resta remover o animal da região quente e úmida para outra mais fria e seca, quase sempre nas localizadas em locais de maior altura em relação ao nível do mar.
Caso a remoção se mostre inviável, o animal deverá ser colocado em ambiente com o "clima" controlado como, por exemplo, equipando a baia com ar-condicionado.
É importante salientar, mais uma vez, que forçar o animal a transpirar só aumentará a sua incapacidade de fazê-lo. Assim sendo, trabalhá-lo nos horários mais quentes com capa, por exemplo, não só aumentará a gravidade do quadro, como poderá ocasionar seu óbito.
Dr. Hernani Azevedo Silva Neto (CRMV-SP 4288) é médico veterinário, especialista em Medicina Esportiva.;
Colaboração: André
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DIARRÉIAS NÃO INFECCIOSAS
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Por Dr. Fabio Mendes Prates
Existe uma diferença entre a localização dos fluídos nos animais adultos e nos neonatos, causando com isto, um maior problema para os potros novos do que para eqüino de mais idade no que se refere a perda de líquidos corpóreos.
Nos cavalos adultos o líquido extracelular ocupa 19% da massa corporal líquida enquanto o líquido intracelular ocupa 39% ,já nos neonatos a relação é inversa, sendo que o líquido extracelular ocupa a maior parte dos fluidos corporais com 44% do total, enquanto o líquido intracelular tem 35% do total
A relação do total de água corpórea também difere entre o neonato e o cavalo adulto.
O total de líquido corporal no adulto é de 60% enquanto que a porcentagem de sólidos é de 40%, no neonato a água corporal perfaz um total de 79% e o sólido ocupa 21% do total.
Como as diarréia são patologias nas quais a perda de água é um dos principais fatores a ser levado em consideração afim de estabelecermos prognóstico e tratamento de neonatos , a compartimentalização dos fluídos nos da uma idéia da severidade desta patologia nesta categoria de animais
Manutenção glicêmica -.
A taxa metabólica dos potros novos é extremamente elevada em situações normais. Quando acometidos por qualquer patologia, esta taxa eleva-se muito além do seu normal que já é alto e este é mais um dos cuidados que devemos ter em relação aos neonatos, pois a debilitação que pode acomete-lo é extremamente rápida e fatal. .
Além deste metabolismo ser altamente dispendioso para o POTRO as suas reservas de energia são pequenas assim como a sua fonte é restrita e limitada.
Como reserva de energia ele tem uma parca cobertura de gordura o que faz com que dependa de uma fonte primária que é o leite materno para a sua manutenção, qualquer problema que leve a uma parada de ingestão do leite pode fazer com que o animal venha a óbito em poucas horas.
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Formação da flora intestinal
O potro nasce estéril no que se relaciona a flora intestinal , esta flora do neonato começa a ser formada basicamente por aeróbios isto até do primeiro dia de vida; até o quarto ; após até o sétimo dia esta flora torna-se mista, e a partir dai basicamente anaeróbia.
A flora aeróbia tem um baixo poder de oxi-redução , isto é, de fermentação, já a flora anaeróbia tem um alto poder fermentativo , que veremos mais além a sua importância na explicação da causa da diarréia do cio do potro no que se refere a produção de ácidos graxos .
- Fatores predisponentes :
• * Vermifugação inadequada
• *A não separação do rebanho por categorias etárias
*Uso de sucedâneos do leite de baixa qualidade e sem critérios.
*Idade
*Potro séptico
*Prematuridade e dismaturidade
- Fatores causais (etiológicos):
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DIARRÉIA DO CIO DO POTRO-
Esta Patologia afeta a quase todos os potros de 7-14 dias, os índices chegam até 90% do rebanho de PSI no mundo, e coincide com o primeiro estro pós parto apresentado pela égua.
Várias etiologias foram sugeridas para explicar este tipo de diarréia as quais discutiremos, afim de acharmos um ponto que nos de uma luz para a real causa deste tipo de distúrbio intestinal.
I- Modificações hormonais que ocorrem na égua :
Esta possibilidade foi aventada durante muito tempo e tida como uma explicação correta para a diarréia do cio do potro, mas pesquisas feitas colocando animais com a idade de desenvolverem a patologia , com fêmeas eqüinas fora do primeiro cio pós parto, ocorreu deles desenvolverem a diarréia com a mesma incidência de outros com igual idade e alimentando-se de éguas no cio do potro.
Por estes fatos chega-se a conclusão de que as trocas hormonais não afetam no aparecimento da diarréia do cio do potro e conseqüentemente não são a sua causa.
II- Sobrealimentação :
Este fator também foi discutido como sendo agente causal deste tipo de diarréia, só que é injustificado pois sabe-se a produção láctea aumenta logo após o parto e cai na primeira semana, descartando assim esta causa para a diarréia do cio do potro, a qual geralmente ocorre entre 7 a 14 dias
III- Consumo de fibras vegetais:
O consumo de alimentos pelos neonatos nesta fase é muito mais por curiosidade e a quantidade é mínima, sendo portanto descartada esta possibilidade para explicar a patologia.
IV- Ingestão de descargas genitais advindas da égua no cio:
Esta explicação não tem embasamento pois senão potros em outra fase de desenvolvimento, com suas respectivas genitoras no cio apresentariam diarréia, além de que o consumo é ocasional e mínimo.
V- Formação da flora intestinal e trocas fisiológicas no TGI:
Esta nos parece ser a explicação correta para esta patologia pois o intestino grosso está adaptando-se a absorção de ácidos graxos voláteis, sendo que a função digestiva está ótima produzindo-os com sua total capacidade, ultrapassando assim o poder absortivo do intestino e por isto o animal apresenta diarréia, pois como é sabido os ácidos são osmoticamente ativos, levando a um maior aporte de água para o lúmen .
Sintomatologia:
- Quadro geral inalterado
- A diarréia apresenta-se de forma branda
- O potro continua mamando
- A desconforto do animal é basicamente pela presença de fezes no períneo e cauda.
Tratamento:
O tratamento consiste basicamente em retirar o incomodo do animal, pois esta diarréia é autolimitante e resolve-se geralmente em poucos dias.
Para isto é recomendado a lavagem da cauda e do períneo com água morna, adicionando-se no balde substâncias viricidas e bactericidas, afim de que evite-se a disseminação de patógenos que por ventura estejam neste local.
Se a diarréia persistir por mais de quatro dias é indicado o uso de protetores de mucosa para evitar uma injúria maior do trato gastro intestinal, alem de produtos que melhorem o PH intestinal afim de repor a flora e fauna perdida, e se a partir deste ponto a diarréia cronificar-se é indicado também a transfaunação .
_Os protetores indicados são:
- Caulin : 2 colheres medida, em um copo de 250ml
- Subsalicilato de bismuto: de meio frasco até uma pitada diminuindo gradativamente, para evitar recidivas pela parada brusca.
- Carvão ativado: quatro pastilhas
_Fator de adequação de Ph :
- Iogurte natural: Meio pote
DIARRÉIAS PARASITÁRIAS-
Agentes envolvidos:
Strongilóides westeri: basicamente aos 14 dias de idade e é transmitido via leite materno para o potro.
Strongilus vulgaris: ocorre geralmente aos 30 dias de vida, e a contaminação dá-se por contaminação de piquetes super populosos, por um mau manejo de piquetes e um errôneo manejo antiparasitário.
Strongilus edentatus: Ocorre aos 60 dias de vida.
Patogenia:
` O desenvolvimento desta diarréia dá-se através de uma irritação mecânica no intestino grosso causando inflamação da mucosa, isto leva a um aumento de pressão na parede acarretando um maior tamanho dos poros o que permite aos líquidos movimentarem-se de acordo com um gradiente de pressão do sangue para a luz intestinal .
A destruição tissular aumenta ainda mais o tamanho dos poros permitindo a passagem de proteínas, sangue e fibrina para o lúmen.
Profilaxia:
- Vermifugação da égua trinta dias pré parto
- Correto programa de vermífugo para todo o rebanho
- Separação do rebanho por diferença etária
- Evitar a superpopulação nos piquetes
- Promover a remoção das fezes nos piquetes para diminuir a infestação
Tratamento:
- Uso de vermífugos apropriados
Invermectina : 0,2mg/Kg
Thiabendazole : 50mg/Kg
Oxibendazole : 10mg/Kg
Ps : A coprofagia , que é um hábito comum entre os potros novos, foi colocada por um tempo como sendo uma das fontes infectantes de parasitas nos potros.
Sabe-se que a forma infectante é a L3, e ela não existe em fezes frescas, então é um erro atribuir a contaminação parasitária dos potros a este hábito coprofágico
A coprofagia é um hábito importante para a formação da fauna intestinal, e é feito com a ingestão de fezes frescas o perigo consiste na contaminação com Rodochocos equi e outros patógenos eliminados pelas fezes.
DIARRÉIA ALIMENTAR-
A diarréia por excesso de alimento ocorre em dois casos, primeiro quando ocorre a ingesta de leite acima da capacidade absortiva do potro e segundo quando este experimenta a ração da mãe e a come em excesso.
No primeiro caso teremos um potro muito pequeno em relação a sua mãe, ou uma égua multípara sabidamente como sendo uma boa produtora de leite, o que acarretará uma ingestão de uma quantidade de alimento maior do que o potro pode digerir causando uma diarréia do tipo fermentativa .
No outro caso teremos o aparecimento de restos de ração nas fezes caracterizando assim que o potro ingeriu demais a ração da mãe , que a priore não está balanceada para ele.
Nas multípara é mais comum a produção maior quantidade de leite por dois fatores, um que os estímulos hormonais sobre a glândula mamaria aumentam nestas fêmeas, e também por ser basicamente um
local de armazenamento esta estrutura dilata-se com o passar do tempo.
Alguns dados são importantes para termos uma idéia do que produz a égua lactente, como por exemplo:
- A égua produz 3% do seu peso em leite, uma égua com 600Kg produzirá 1600Kg nos primeiros 100 dias de vida do potro, e o potro mama 20-25% do seu peso .
Podemos com isto deduzir o problema que teremos com uma égua muito grande para amamentar um potro pequeno em comparação ao tamanho da mãe.
Diagnóstico:
* Úbere cheio
* Aparecimento de mastite
* Restos de ração nas fezes
Tratamento:
*Esgotar a égua
*Ducha no úbere
*Compressas no úbere
*ANIS : se caso for persistente o excesso de leite na glândula e este esteja causando grande desconforto ao animal, caso contrário, pode até estimular uma produção maior por retirar a dor do animal.
DIARRÉIA POR SUCEDÂNEOS DO LEITE-
Devem ser levados em consideração vários fatores ao instituirmos uma dieta a base de suscedâneos do leite para os potros jovens.
Primeiramente devemos saber que a sua formulação por melhor que seja o produto, não iguala-se ao leite materno causando com isto complicações de ordem geral e dentre elas a diarréia.
Devemos levar em conta a necessidade de seu uso, pois se tivermos na propriedade fêmeas lactentes em que possamos encartar o potro e assim torna-la sua mãe adotiva, isto nos evitará as complicações decorrentes do uso deste sucedâneo.
Os suscedâneos basicamente causam a diarréia por:
- Teor de gordura: é maior que o do leite da égua e a gordura por si só já causa a diarréia.
- Teor de proteína: geralmente a fonte proteica usada é a soja, que tem um elevado índice proteico e como esta é osmóticamente ativa levará a diarréia
- Material desidratado: por ser uma massa seca no lúmen, tem uma atividade osmótica intrínseca..
` Para a instituição de uma dieta com suscedâneos devemos ser parcimoniosos na sua administração, introduzindo pequenas quantidade nos primeiros dias até chegarmos a dosagem que o fabricante recomenda.
Quanto mais espaçadas as administrações e em menor quantidade menos riscos correremos de termos problemas de transtornos digestivos.
Tratamento:
* Uso de atimpânicos
*Diminuir a dosagem dos suscedâneos
*Tratamento a base de enzimas ( Pancreatina , pepsina etc.)
Conclusão:
Pelo que podemos discutir neste resumido texto o tema é extremamente abrangente e complexo, cabe-nos uma avaliação correta do caso para a instauração de um tratamento eficaz, que geralmente nos exige um pouco mais de tempo.
Na nossa experiência os tratamentos mais agressivos e que param com a diarréia nas primeiras administrações não são indicados pela injúria no trato gastro intestinal que podem causar, um tratamento mais lento mas respeitando a flora e a fauna do potro nos parece ser o mais adequado e menos danoso para a saúde do animal embora demande mais tempo.
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Momento apartação potro e égua
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O momento da separação é bastante delicado você não sabe o que está para acontecer. Seu potro pode ficar doente prejudicando seu bem estar e seu desenvolvimento. O intervalo de quatro a seis meses de idade é o período ideal e recomendado à suplementação. Muitos dizem que a desmama em torno do escuro da lua é o melhor caminho e proporciona menos trauma ao potro, embora não exista nada comprovado sob essa afirmação se essa forma de desmama realmente funciona, é difícil dizer. O método abrupto é o método mais comum de desmama, ou seja quando você simplesmente separa os dois cavalos. O potro é então colocada com um bando com alguns outros potros que se encontram em situação semelhante.
Você deverá colocar os potros com pelo menos três outros potros. O potro pode correr em volta por algum tempo e não dar atenção para a sua alimentação ou para os outros cavalos, no entanto, a angústia vivida pelo animal nos próximos dias será breve e os potros não mais vendo/olhando sua mãe logo se adapta à nova vizinhança. No entanto, você deve sempre se certificar e manter-se atento a essa fase, no entanto a separação é relativamente indolor, mas também existem diversas técnicas que fazem com que os potros ultrapassem essa fase com o mínimo de stress.
Em Middleburg, Virginia os pesquisadores Tech's MARE Center deram início a um desmame com grupos de 12 éguas e potros pares. Eles removeram algumas das éguas do grupo e, depois, esperaram três ou quatro dias antes de remover algumas mais. Eventualmente, apenas uma égua foi deixada como guardiã. Logo se observou que aqueles que foram separados abruptamente enfrentavam mais stress.
O método progressivo do desmame é defendido por alguns, é o processo aonde o potro vai para uma baia adjacente por uma hora a cada dia até habituar-se a separação. Dessa forma as éguas e potros ainda podem ver uns aos outros, mas eles irão passar mais tempo para tornarem-se mais independentes. Este processo pode às vezes levar até duas semanas, no entanto alivia o estresse para a maioria dos cavalos.
O potro deve receber uma alimentação correta durante todo o processo. Estudos têm demonstrado que há menos estresse se no desmame os potros passam a comer grãos concentrados. Depois de quatro meses, o leite deixará de satisfazer as necessidades energéticas do potro. É importante inspecionar constantemente a área onde o potro vai ser colocado durante o desmame certificando-se que suas instalações estão em ordem. Não deverá haver tábuas soltas ou pregos na platéia. Não deve conter portões nas pastagens, é recomendável a remoção dos cabrestos, haja vista que faz com que o animal possa pegar objetos com maior facilidade, podendo resultar em lesões graves ou morte.
Fonte: Horse and Horse information.
Tradução e revisão: Antonieta Monteiro – Jornalismo – Cavalomania.
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Entende-se por aprumos a exata direção que têm os membros, com relação ao solo, de modo que o peso corporal do cavalo seja regularmente distribuido sobre cada um daqueles membros.
O equilibrio do cavalo é verificado sempre que uma vertical baixada de seu centro de gravidade cai dentro da base de sustentação, espaço este limitado pelas linhas que ligam as extremidades inferiores dos membros.
Quando os membros são irregularmente aprumados, os pés sofrem ruína prematura e, prejudicam os andamentos e diminuem a resistência do animal.
Para se avaliar corretamente o aprumo do cavalo, o animal deve estar em estação, sobre um terreno plano e horizontal e com o apoio completo dos membros formando um paralelogramo retangular.
APRUMOS REGULARES
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Membros Anteriores
PERFIL - Deverá partir da articulação escápulo-umeral, na sua porção mais anterior e descer paralelamente ao membro, tocando o solo a cerca de 10 cm à frente da pinça do casco. Tirada do centro de sustentação da espádua sobre os membros anteriores, passar pelo meio do braço e tocar o solo pelo meio do casco como se o dividisse lateralmente em dois. (figura ao lado).
FRENTE - Esta linha é uma vertical baixada da ponta da espádua ao solo. Dividir teoricamente o joelho, a canela, a quartela e o casco em partes iguais.
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Membros Posteriores
VISTO DE PERFIL -baixada da ponta da nádega, tangenciando o jarrete, tocar o solo atrás dos talões. Baixada da soldra, toca o solo a cerca de 10 cm adiante do casco. É a linha baixada da articulação coxo-femural, quepassa pelo centro da perna e toca o solo, dividindo o casco pelo meio.
VISTO DE TRÁS - baixada da ponta da nádega ao solo e dividir, a partir do jarrete, as regiões ao meio, ficando entre os cascos uma distância igual a largura destes. |
Aprumos Anormais

Fonte: http://www.ositeoficialdocavalo.com.br/aprumos.htm
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Nome genérico: Pododermatite infecciosa, necrobacilose.
Sintomas: Pé inflamado com deformação e em casos mais agudos ocasiona a perda do casco. Apresenta mau cheiro e profundas rachaduras. O cavalo deve sentir dor e mancar.
Como evitar: Neste caso a higiene é fundamental na criação. Mantenha
as instalações livre de lama e umidade excessiva e limpe todos os dias as ranilhas de seu animal.
Tratamento: O local afetado deve ser totalmente limpo, retirando toda a parte escura de ferida. O tratamento é feito com a aplicação local de tintura de iodo ou sulfato de cobre.
Em seu haras, fazenda ou sítio, é sempre necessário ter um kit de primeiros socorros para que em caso de qualquer emergência, o animal não fique por muito tempo sem os cuidados que precisa com a determinada enfermidade.

Enquanto o veterinário não chega, pode-se fazer alguma coisa sob a orientação do profissional. Por esta e outras razões deve-se ter sempre em mãos uma caixa completa de primeiro socorros. Anote o arsenal:
Gaze |
Pomada oftálmica |
Antibiótico |
Esparadrapo |
Soro fisiológico |
Soro antifídico |
Água oxigenada |
Liga de crepe
(para enfaixar) |
Soro antitetânico |
Mertiolate |
Algodão |
Anti-histamínico
(contra alergias e picadas de abelhas e aranhas) |
Álcool |
Repelente
(indispensável nos ferimentos) |
Antitóxico |
Pomada antibiótica |
Antinflamatório |
Seringas de 5 e 20ml |
Termômetro |
Óleo mineral |
Leite de magnésia |
Agulhas descartáveis |
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Observação: A maioria dos remédios pode ser tanto de uso veterinário como humano. Os de uso veterinário são geralmente mais baratos e trazem na bula as quantidades corretas
Fonte: Cowboy do Asfalto.
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Por Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe
Esta enfermidade atinge os eqüídeos, logo após o nascimento e é produzida por diversas espécies microbianas, que penetram pelo umbigo do recém-nascido. Depois de alcançar o sangue, a infecção é espalhada por todo o organismo e se localiza nas articulações e em outras partes.
SINTOMAS - Manifesta-se aos 8 - 15 dias do nascimento e, como a doença é causada por diversos microorganismos, seus sintomas são muito variados. É frequente:
- febre alta,
- tristeza,
- fraqueza,
- inflamação das articulações, principalmente dos jarretes, boletos e joelhos, combinadas ou não com inflamação do umbigo,
- forte diarréia
- o animal mancar ou ficar parado;
- não mamar;
- o umbigo pode soltar pús com cheiro repugnante.
O índice de morrtalidade é de 90% dos casos e os animais podem morrer de septicemia.
PROFILAXIA - para controlar esta infecção, a égua deve ser vacinada contra os germes mais freqüentes, nos últimos meses de gestação e os potros terão seus umbigos, logo após o nascimento, queimados com iôdo tão cedo quanto possível. As parições devem ser realizadas em piquetes especialmente reservados ou em cocheiras bem limpas e desinfetadas com cama sempre limpa.
TRATAMENTO - o tratamento deve ser feito a base de sulfas, principalmente sulfametazina e antibióticos de largo aspectro de ação.
Fonte: Saúde animal
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Nelson Araújo foi buscar a resposta em uma fazenda de Minas Gerais. “Viemos ao haras Porto Rico que há mais de 20 anos cria cavalos da raça Campolino, em Juatuba, região metropolitana de Belo Horizonte. Os reprodutores ficam em regime semi-aberto: de dia no pasto, no piquete; à noite, na baia. Igualmente aí, todos comem do bom e do melhor. No entanto, observe a tranca (veja o vídeo) da baia do Jurado, toda roída. Veja o rombo na janela. Veja Urgente, um garanhão de quatro anos, que apetite ele desenvolveu pra morder a madeira e isso roxim, duro como pedra.”
O responsável por esta criação, que tem cerca de 100 cabeças é o veterinário Rivaldo Nunes. Antes que ele conte como estão mudando essa situação, ele esclarece o que causa esse comportamento.
“O principal motivo do comportamento dos cavalos se deve ao stress por eles estarem presos em baias, ficarem em piquetes pequenos, a ociosidade, a falta de trabalho do cavalo. É um problema comportamental. Isso pode trazer lesões na gengiva, na língua, pode desgastar inadequadamente os dentes, excessivamente os dentes, pode quebrar dentes. As lascas de madeira também podem trazer problemas para o animal no esôfago ou intestino”, explica o veterinário.
Além do stress, a alimentação, mesmo que de boa qualidade se não chegar ao cocho da maneira correta, pode fazer o cavalo morder tudo que vê pela frente.
“Às vezes ele pode receber alimentos de qualidade de forma inadequada. Comer capim ou feno, que seria o volumoso, com freqüência durante o dia e a noite. O concentrado deve ser fornecido mais vezes ao dia e de preferência ração granulada, polinizada, de consistência mais firme. Isso auxilia no trabalho de mastigação do cavalo e reduz esse comportamento”, continua Rivaldo.
“O estômago do cavalo é pequeno, então, ele tem necessidade de se alimentar ao longo do dia e da noite. Se tratando de feno, pelo menos meio quilo de feno para cada 100 quilos de peso vivo do cavalo, feno ou capim de boa qualidade”, diz.
Fique atento também ao fornecimento de sal mineral. A falta de cloreto de sódio e fósforo que são micronutrientes presentes no produto podem acentuar esse comportamento e tem ainda outras providências.
“Devemos soltar o cavalo em piquetes maiores para que ele possa correr, desestressar, trabalhar o cavalo mais tempo durante o dia, montá-lo ou soltá-lo durante o dia, ter a companhia de outros cavalos. A liberdade é fundamental. Esse stress de estar preso é que leva a principal causa desse comportamento”, conclui o veterinário.
Em casos crônicos, é bom deixar o cavalo no piquete por um período maior para que ele não fique tão estressado.
Veja o vídeo desta matéria
Reportagem: Nélson Araújo
Adaptação: Rafael Holanda
Fonte: Globo Rural.
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Atualmente com o ressurgimento do interesse pelos cavalos, inúmeras pessoas se dedicam à atividade de criação ou prática espotiva com equinos. Surge então a necessidade de maior nível de informações científicas para a nutrição dos eqüinos, que este é aspecto atualmente mais deficitário em informação.
Tendo em vista a criação e produção dos animais de melhor qualidade e desempenho, torna-se fundamentalmente importante o informe nutricional dos mesmos, considerando-se que a alimentação é responsável por mais de 60% do desenvolvimento do animal.
A nutrição é capaz de, juntamente com um manejo adequado, exteriorizar a total capacidade genética do animal em crescer, reproduzir, trabalhar etc..., Não sendo possível modificar nenhuma característica genética do animal que seja preestabelecida geneticamente.
A prática alimentar deve adaptar-se aos novos conhecimentos da nutrição eqüina, com o objetivo de assegurar melhores resultados em matéria de saúde, fecundidade, resultados de provas e rentabilidade. O criador deve ter consciência de que não existem mágicas capazes de super dotarem seus animais. Deve sim duvidar daqueles que apresentarem manejos, porções ou fórmulas miraculosas, ao invés de sugestões racionais, que não agridam e afetem o metabolismo normal do animal.
Ao se alimentar os eqüinos é de importância fundamental levar em consideração as funções desempenhadas no rebanho, ou seja; reprodução, trabalho, atletismo, lazer, etc... Com o conhecimento destas variáveis, poderão ser formuladas rações que atendam as exigências nutricionais específicas e determinar técnicas de manejo para cada animal ou grupo de animais, melhorando a performance geral do Haras.
Desmama
A amamentação ou alimento é o primeiro modo de nutrição após o nascimento do potro. O leite é alimento apropriado fisiologicamente para o período de zero a quatro meses sendo que, após essa fase, deve-se começar a lhe oferecer outra alimentação como suplemento que corresponda a sua necessidade de assimilação. O colostro, o primeiro leite, muito rico em princípios nutritivos, vitaminas e minerais, também possui propriedades imunizantes para algumas doenças assegurando a resistência a diversas moléstias na primeira idade.
Não é recomendável a superalimentação dos potros pois esta é incompatível com sua capacidade digestiva, além de não contar com dentes para a mastigação. A alimentação do potro deve ser feita com a devida cautela para evitar-se perturbações gástricas de efeito nefasto no desenvolvimento do animal. Gradativamente, separa-se a égua do potro por algumas horas diariamente afim de que o potrinho comece a comer um pouco de verde e alfafa, ou aveia moída.
Aleitamento Misto ou Artificial
Consiste na utilização de uma ama, outra fêmea abundante em leite, ou usar partes iguais de leite de vaca e égua adoçando com uma colher de açúcar por potro.
Utiliza-se o processo de aleitamento artificial ou misto quando ocorrem dificuldades tais como:
-Carência de leite materno, gerando pouco crescimento do potro;
-Necessidade de incrementar o desenvolvimento do potro.
Entretanto, deve ter cuidado para não provocar a amamentação excessiva do potro, pois esta é prejudicial podendo provocar diarréias perigosas.
Visto que os cavalos apresentam uma ordem prioritária de crescimento dos tecidos na seguinte ordem: nervoso, ósseo, muscular e adiposo, torna-se necessário a suplementação nutritiva adequada às exigências desta categoria, tanto em minerais, como protéico e vitamínicos.
A partir do 4º mês, as exigências protéicas e energéticas dos potrinhos são maiores do que os nutrientes fornecidos pelo leite da mãe. Nesta fase estes potros devem ser introduzidos ao sistema creep feeding, método desenvolvido para que haja uma introdução alimentar gradativa. Além de propiciar uma suplementação específica aos potros, congrega os mesmos não causando o trauma da desmama, propiciando bom equilíbrio psíquico ao animal.
Estimativa de crescimento
Idade (meses) |
Nascimento |
6 |
12 |
18 |
24 |
36 |
48 |
60 |
%da Altura |
56 |
78 |
88 |
93 |
95 |
98 |
100 |
100 |
%do peso |
8 |
44 |
60 |
79 |
84 |
92 |
98 |
100 |
Obs.: esse quadro refere-se de modo geral para as raças precoces (crescimento até quatro anos)
Na raça Mangalarga, se tem um crescimento geralmente de:
Idade |
1(dia) |
12 (mês) |
24 |
36 |
48 |
60 |
72 |
Altura(m) |
0,99 |
1,45 |
1,52 |
1,55 |
1,57 |
1,59 |
1,60 |
Analisando os dados acima, notamos que o crescimento continua após 40 meses, tratando-se no caso de uma raça de crescimento tardio.
O primeiro passo para o arraçoamento racional é dividir os animais em categorias distintas (pelo menos quatro): potro até 12 meses; de 12 a 36 meses; égua em gestação e lactação; e animais em atividades esportivas. Deve-se considerar também o peso do animal em cada categoria dada:
Categoria 1
Até 12 meses: Proteína 850 grs; cálcio 30 grs; fósforo 20 grs
Peso de 150kg: Além de água, sal, volumosos e suplemento vitamínico
A 325kg : Quantidade de ração varia de 2 a 4 Kgs/dia.
Exemplos:
- Rolão de milho 50%, farelo de trigo 15%, concentrado protéico potencializado 35%;
- Quirera 30%, aveia 25%, farelo de trigo 10%, concentrado protéico potencializado 35%.
Pode ser utilizado qualquer balanceamento de ração, desde que se respeite o limite de 16 a 19% de proteína bruta (P.B.)
Categoria II
Éguas em gestação e lactação peso médio: 500 Kgs.
Exigências Nutritivas diárias por cabeça:
Gestação: Proteína l000grs; Cálcio 34 grs; Fósforo 28 grs.
Lactação: Proteína 1 300grs; Cálcio 47 grs; Fósforo 40 grs.Além de água, sal, volumosos e suplementos vitamínicos. Quantidade de ração varia de 4 a 5 Kgs/dia.
Exemplos:
- Rolão de milho 65%, farelo de trigo 10 %, concentrado protéico potencializado 25% .
- Quirera 45%, aveia 30%, concentrado protéico potencializado 25%.
A gestação deve ser entendida como um processo global, portanto a alimentação nutricional se faz necessária durante o processo todo da gestação, ao contrário de outras afirmações que realçam o terço do tempo final da gestação como mais importante. Ocorre que nos três últimos meses realmente se dá um aumento de peso do feto mais placenta, de 20kg para 50 Kg, decorrendo daí acreditar-se necessário maior volume de suplementação. Entretanto, como já foi dito, para ter desenvolvimento normal, o feto precisa ter sua suplementação desde do início da gestação.
Categoria III
Adultos em trabalho. Peso médio 500/600 Kg.
Exigências Nutritivas diárias por cabeça:
Proteína l000grs; Cálcio 22 grs; Fósforo 17 grs.
Além de água, sal, volumosos.
Quantidade de ração varia de 5 a 6 Kgs/dia
Exemplos:
- Rolão de milho 50%, aveia 30%, concentrado protéico potencializado 20%
- Quirera 40%, aveia 300%, concentrado protéico potencializado 300%
Os exemplos de rações citados foram escolhidos por serem facilmente adquiridos ou produzidos pelo criador, no entanto, poderão ser substituídos por outros quaisquer produzidos em cada região específica, desde de que sejam respeitados os índices ideais para cada categoria.
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Como funciona a visão dos cavalos
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Enxerga quase 360 graus em torno de si mesmo
Isso ocorre porque seus olhos estão sobre os lados de sua cabeça. E é por isso que ele é capaz de avistar objetos ou movimentos atrás dele, mesmo sem se voltar. Porém, sua "Vista traseira" visão é menos distinta do que a sua visão acerca de seu ombro.
Ele vê mais coisas com um olho
Visão monocular, em vez de com ambos os olhos simultaneamente (visão binocular, a maneira como você vê o mundo - o que ele usa para apenas uma pequena área na frente de sua cabeça). É por isso que ele pode esbarrar em algo onde ele já andou, como se ele estivesse vendo pela primeira vez. (Como saber se ele está olhando com um olho ou dois? Como ele procura centrar - se com ambos os olhos sobre algo, ele curva ambas as orelhas sempre em frente.)
Ele tem duas formas de trazer os objetos em foco
Usando minúsculos músculos para alterar a forma do seu olho da lente (que é a única maneira que você pode se concentrar) ou alterando a posição de sua cabeça para dirigir a imagem em uma parte diferente do Seu olho. Ele levanta a cabeça para focar objetos longínquos (e pode transforma - la um pouco, ao mesmo tempo, trazer um olho para suportar) e diminui - lo para ver ou aproximar objetos. É por isso que você vai ver sua cabeça para cima e para baixo como ele tenta descobrir algum novo objeto que viu. É também por isso que ele coloca sua cabeça sobre a abordagem a uma barreira, em seguida, ela diminui à medida que se aproxima e reúne - se a Primavera. Se você restringir esses movimentos naturais cabeça, ele pode agitar sua cabeça, tímido, porque ele não pode ver claramente o objeto, ou mesmo parar, porque ele não pode ver bem o suficiente para saltar
Ele tem um modo completamente diferente percepção de profundidade.
Porque ele nem sempre pode usar dois olhos (visão binocular é o que lhe permite perceber a profundidade), o primeiro calcula a distância relativa de objetos, comparando o tamanho eles aparecem com grande como ele Sabe que são. Ele conhece os seres humanos têm um certo tamanho aproximado, por exemplo, para que um homem que olha para sua pequena visão monocular é uma maior distância. (É por isso que, se ele vê algo com um olho que não se encaixa sua idéia do que é habitual, ele vira sua cabeça para uma correção mais precisa binóculos).
Ele vê muito melhor à noite do que você
Ainda melhor do que o seu gato! No anoitecer, porém, que você vê melhor do que ele, porque, ele vê algumas cores (amarelo, verde, azul, vermelho) mas estas cores em sua visão diminuem com a diminuição luz. Sua percepção tem cor cinza.
Tendo os olhos sobre os lados de sua cabeça lhe dá um pequeno "ângulo morto" diretamente na frente do seu focinho
Apenas quando as coisas que você esperaria de ser mais claramente simples de olhar. Por isso, ele é mais confortável se você o aborda a partir de um ângulo ligeiro (perto de seu ombro), que mantém você em vista. Ele pode até voltar afastado de um chefe - na abordagem ou, pelo menos, virar a cabeça para se manter afastado de você, evitando receber algo em seu ponto cego.
Ele tem um segundo ângulo morto: cerca de 6 pés diretamente atrás de sua cauda. Sua audição também é algo proveniente desse vulnerável ângulo, ele pode balançar o corpo de lado assim que ele possa ver o que está aproximando ou dar apenas em pontapé em autodefesa.
Fonte: Practical Horseman.
Tradução e adaptação: Antonieta Monteiro – Jornalismo / Cavalomania.
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Hidrofobia raiva ou loucura
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Raiva é uma doença contagiosa, que normalmente é transmitida pela mordida do animal infectado, onde ocorre a introdução do vírus através da saliva desses animais infectados. No entanto, também pode ser transmitido por outras vias. É caracterizada por sintomas de aberração do sistema nervoso e invariavelmente termina fatalmente: É acompanhado por lesões, inflamação e degeneração do sistema nervoso central. Trata - se de uma doença que é mais comum no cão, mas é transmitida ao cavalo, quer a partir de cães ou de quaisquer outros animais infectados com o vírus.
Rabies Symptoms . Sintomas da raiva - A partir do momento da inoculação pela mordida de um cachorro, existe um variável período transcorrido antes do desenvolvimento de quaisquer sintomas. Esse tempo pode ser oito dias, ou ele pode ser de vários meses; É normalmente cerca de quatro semanas. O primeiro sintoma é uma irritação da ferida original. Esta ferida, o que pode ter curado completamente, começa a prurido até o cavalo arranhar ou morde - o em uma nova ferida. The horse then becomes irritable and vicious. O cavalo, em seguida, torna - se irritado. É especialmente sensível para mover objetos; Excessiva luz, ruídos, a entrada de um tratador, ou qualquer outro distúrbio fará com que o animal doente se ponha na defensiva.

Aparentemente vê objetos imaginários; O menor ruído é exageradamente ameaçador e causa reações de violência; A abordagem de um ou outro tratador de animal, ou especialmente os cães, são interpretados como uma agressão e o cavalo pode morder. A violência por parte dos fanáticos cavalos não é de um momento para ser confundido com a fúria do mesmo animal sofrendo de meningite ou qualquer outro problema do cérebro. Mas, com raiva, existe uma vontade, um método premeditado, nos ataques que o animal vai fazer, o que não é encontrada nas outras doenças.
Entre os ataques de fúria do animal pode tornar - se calmo durante um período variável. No período de fúria o cavalo vai morder a reabertura ferida original; Ele tenta romper com sua corda e seus fechos, vai morder a madeira e objetos em torno da estabilidade. Se o animal vive tempo suficiente, ela mostra paralisantes sintomas e cai ao chão, incapaz de usar dois ou mais de suas extremidades, mas na maioria dos casos, em seus excessos de violência, causa danos físicos a si próprio.
Ela divide suas mandíbulas na mordida, podendo também, ter outras fraturas nos ossos ao deitar - se no chão e morre de hemorragia ou lesões internas. Às vezes durante todo o curso da doença existe uma excessiva sensibilidade da pele que, se irritou pelo toque. O animal pode ter apetite e desejo água durante todo o curso da doença, mas terá dificuldades de engolir, tem espasmos na garganta, o que torna o ato impossível.
Esta última condição, o que é comum em todos os fanáticos animais, a doença tem dado o nome de hidrofobia (medo da água).
Fonte: Horse Diseases
Tradução e adaptação: Antonieta Monteiro – Jornalismo / Cavalomania.
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Enfermidades nos cascos equinos
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Casco Esponjoso

Os sintomas do casco esponjoso
Casco esponjoso, é bastante comum em animais que tenham sido grandes, e com a planta dos pés planos. Trata - se de um defeito comum aos animais criados em áreas pantanosas.
Animais com pés esponjosos são impróprios para viagens longas em estradas duras. Quando obrigado a viajar por conseguinte, os pés ficam quentes e macios.
Uma ligeira forma de laminite, estendendo ao longo de um período de três ou quatro dias, muitas vezes segue nesta deslocação forçada sobre um duro caminho, mais especialmente nos casos em que o animal é "pesado".
Casco Frágil
Causes of a brittle hoof Causas de um frágil casco
Para a grande maioria, a condição é hereditária, sendo freqüentemente observada nos animais tipo: .pôneis, no entanto essa condição não é incomum, especialmente nos pequenos animais.
Os animais que tiveram seus pés muito na água - como, por exemplo, aqueles criados em solos pantanosos e depois transferido para o constante secura da cama estável, também são particularmente suscetíveis a esta condição.
É observado, também, na seqüência do uso excessivo e impróprio dos cascos - pensos, sobretudo nos casos em que a camada de revestimento é aplicada sem ocasionalmente remover as anteriores.
Clube Pé
Os sintomas do clube - pé
Mesmo na sua forma menos acentuada que a condição é aparente num ápice, a alteração no ângulo formado pelo casco com o solo impressiona o olho de uma só vez, e os saltos, em comparação com os dedos do pé, aparecendo a um nível demasiado elevado. Quando a condição é ligeira, o muro do dedo do pé é cerca de duas vezes mais elevada que a do calcanhar, enquanto que na forma mais acentuada do dedo do pé e os 05 saltos em altura ser quase igual.

Quando congênitas, porém com pouca interferência a ação é notada. Esses animais, em razão da sua “stiltiness,” são impróprios para o selim, mas pelo trabalho ordinário irá exercer as suas funções tão bem com os animais do normal em forma de pés. Quando adquiridos como resultado de sobrecarga, de tendões contraídos, ou outras causas, no entanto, a marcha se torna obstáculo e incerta. O peso do corpo é transferido do calcanhar a ântero partes do pé, e mostra os sinais de desgaste no dedo do pé.
Causas do clube - pé
Vertical casco é, sem dúvida, hereditários, e ainda é visto como uma forma natural na conformação dos pés de mulas. Quando hereditários no cavalo, no entanto, é certamente um defeito, e é comumente associado com uma vertente vertical, e uma curta, vertical.
Fonte: Horse Diseases.
Tradução e adaptação: Antonieta Monteiro – Jornalismo / Cavalomania.
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As doenças ligadas aos membros locomotores
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As principais doenças dos cavalos estão ligadas aos membros locomotores (Monfort 1967, McIlwraith 1996), as quais podem advir de traumas ou de distúrbios ósseos, observados principalmente durante a fase de crescimento.
No Estado de São Paulo, o desenvolvimento das pastagens de características tropicais, as alterações sazonais e a tendência à grande concentração de animais devido ao alto custo da terra freqüentemente resultam em uma alimentação deficiente em mine-rais e aparecimento de distrofias ósseas, que depreciam o valor econômico dos eqüinos e muitas vezes os inutilizam para o traba-lho (Haddad 1987, Cunha 1991).
O diagnóstico precoce dos desequilíbrios minerais assume grande importância na medida em que os distúrbios ósseos podem ser reversíveis se a causa for corrigida rapidamente. O método de diagnóstico deve ser sensível, precoce e aplicável em larga escala. Um método bastante recomendado pela sua sensibilidade e precocidade é o clearance fracional de fósforo (Joyce 1971 et al., Coffman 1981, Traver 1977, Balarin 1990). Mais recentemente a dosagem de paratormônio pelo método de radioimunoensaio (Allen et al. 1987, Enbergs et al. 1996) e de imunoradiometria de hormônio intacto (Warren 1991) foram validados para uso em eqüinos, mas ainda não há estudos publicados com o seu uso em larga escala. Finalmente, ainda está em fase de avaliação o uso de marcadores ósseos como método de diagnóstico de osteopatias (Harris; Gray 1997 ).
Considerações sobre o cálcio e o fósforo do ponto de vista nutricional em equinos
Os cavalos são altamente suscetíveis a sofrer com dietas contendo níveis inadequados de cálcio e/ou fósforo, mais do que qualquer outro mineral (Lewis
1982).
Segundo a recomendação do National Research Council (1989) e de diversos autores, a quantidade de ração concentrada oferecida aos eqüinos nunca deveria ultrapassar 50% do total da dieta. A outra metade deve se constituir de volumoso, mais freqüentemente administrado na forma de pastejo. Os concentrados são ricos em energia e de maneira geral os grãos são ricos em fósforo e pobres em cálcio. Segundo Lewis (1982), o excesso de ingestão de concentrado é a principal causa de aparecimento de lesões ósseas nos cavalos.
As espécies vegetais mais recomendadas pelos agrônomos para formar pastos para eqüinos no Estado São Paulo são as de crescimento estolonífero, que se recuperam bem após o pastejo continuo (Corsi 1984) e se adaptam bem ao clima tropical e ao hábito de pastejo rasteiro dos eqüinos (Haddad 1987).
O Coast Cross é o mais popular, constituindo-se num híbrido do capim Cynidom sp desenvolvido na Georgia. É resistente ao frio e permanece verde o ano inteiro, mas é exigente quanto à fertilidade e responde bem à adubação (Haddad 1987 ). Recentemente o Tifton tem sido introduzido. Suas propriedades nutritivas e de crescimento são semelhantes às do Coast Cross.
Para que a pastagem tenha uma maior capacidade de suporte (número de animais por área), é necessário que se adote um bom manejo, seja com uma alta produção que suporte um maior número de animais, ou com uma taxa de lotação ajustada ao seu nível de produção. Pode-se conseguir uma maior produção com uma boa adubação, baseada em análise de solo e adotando-se piquetes menores com rotação, respeitando-se o ciclo de crescimento da planta. Às pastagens que não são submetidas à adubação sob uso constante, além de não suportarem um grande número de animais, produzem plantas de pouco valor nutritivo, obrigando ao consumo de concentrados ou feno como forma de complementar a dieta e manter o desenvolvimento dos animais.
Ainda que se adotemos cuidados necessários para uma máxima produção, as pastagens tropicais apresentam cerca de 80% da produção total no período denominado "verão agrostológico" (setembro a abril) e somente 20% no inverno. O seu valor nutritivo também diminui no inverno. Os fatores limitantes do crescimento são a temperatura e o fotoperiodo, além da diminuição pluviométrica. Assim, enquanto uma pastagem de 1 hectare bem manejada no verão suporta facilmente 5 cavalos, no inverno pode não ser suficiente nem mesmo para dois deles (Lewis,1982).
As rações comercialmente disponíveis para cavalos têm o milho como principal fonte de energia e a base da alimentação dos eqüinos no nosso meio é com gramíneas. Nem os grãos, nem as gramíneas contêm suficiente quantidade de cálcio para suprir as necessidades de um cavalo em crescimento (Cunha 1991), especialmente se forem de má qualidade ou estiverem muito maduros. Desta forma, as necessidades diárias dos cavalos com relação ao fósforo são satisfeitas ou estão em excesso, enquanto que as de cálcio estão bem aquém do necessário, devendo ser corrigidas através de suplementação mineral e/ou fornecendo forragem à base de leguminosas. As leguminosas (alfafa, trevo) possuem 3 a 6 vezes mais cálcio do que as gramíneas e a mesma quantidade de fósforo, mas em regiões tropicais o consorciamento de gramíneas/leguminosas não é recomendado (Haddad 1987), de forma que os criadores são obrigados a administrar feno de leguminosas (alfafa) se pretendem utilizar este alimento.
De uma forma geral o balanceamento das rações para eqüinos é feito com base na idade/peso e tipo de trabalho que eles desenvolvem não levando em conta estas variações sazonais ou a qualidade da forragem oferecida, embora isto seja da maior importância, já que respeitando-se a proporção de fornecer 50% da ração em concentrado, um cavalo em crescimento ingere aproximadamente 2 a 2,5% do seu peso vivo em forragens por dia (National Research Council).
O esqueleto eqüino, fisiologia do crescimento e patofisiologia
Desenvolvimento normal dos ossos longos
Os ossos longos se desenvolvem a partir da cartilagem por um processo de ossificação endocondral. No feto, a matriz dos ossos é composta somente de cartilagem. Os centros de ossificação se desenvolvem no centro dos futuros ossos longos (diáfise) e também nas extremidades (epífise). Com o início da ossificação, uma epífise óssea se desenvolve a cada extremidade e uma diáfise óssea se desenvolve no centro.
Entre estes dois centros de ossificação está a placa de crescimento metafisário (também chamada fise), que permite o alongamento do osso que acompanha o crescimento após o nascimento. No momento oportuno, ocorre a ossificação da fise. O fechamento da fise de cada osso se dá em momentos diferentes; como regra geral pode-se dizer que os ossos distais fecham antes dos ossos proximais.

Fonte: World Equine Veterinary Review
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Cuidados e nutrição apropriada, para seu cavalo idoso
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